
O nome da jovem Rayane Alves , de 25 anos, que foi brutalmente assassinada em Porto Esperidião (a 322 km de Cuiabá), no dia 14 de setembro, por integrantes do Comando Vermelho, apareceu nas urnas da cidade durante votação para escolha de vereadores e prefeito. Rayane era candidata a vereadora pela primeira vez, pelo Republicanos.
A jovem foi morta junto de sua irmã, Rithiely Alves, após as duas serem sequestradas e torturadas. Até o momento, a Polícia Civil identificou todos os responsáveis pelo crime, chegando a 16 pessoas, sendo oito adultos e oito adolescentes envolvidos nos crimes. Reprodução
Mesmo morta, Rayane Alves apareceu na urna eletrônica
Mesmo aparecendo na urna, Rayane não obteve nenhum voto. No entanto, aparece como suplente no sistema de resultados das eleições.
Questionado pelo , o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) explicou que a Justiça Eleitoral só pode mexer nos dados dos candidatos por meio de um processo, que envolve despacho do juiz e outras movimentações. Além disso, o partido não fez nenhuma comunicação formal e nem pediu substituição.
Já o fato dela aparecer como suplente mesmo não tendo nenhum voto, a explicação é que se o partido ou coligação da candidata teve um parlamentar eleito, todos os demais candidatos não eleitos ficam com a situação de suplente.
Mortes
As irmãs Rayane e Rithiele tiveram as mortes decretadas por Norivaldo Cebalho Teixeira , conhecido como “Véio”, “Tuta” ou “Mercúrio”. Ele é o líder do Comando Vermelho nos municípios que ficam na região da fronteira.
Preso desde 2022 em decorrência do assassinato de um soldado do Exército em Cáceres (MT), “Véio” teria conduzido a tortura e a morte das irmãs direto da cadeia, por uma chamada de vídeo que durou cerca de 3 horas.
Segundo a polícia, a morte foi decretada por causa de uma foto publicada pela candidata a vereadora nas redes sociais, uma semana antes. A imagem mostra elas em um momento de lazer em família no Rio Jauru, em Porto Esperidião.
No entendimento de Norivaldo, os sinais feitos pelas duas irmãs com a mão, mostrando “três dedos”, simbolizavam o símbolo da facção rival (PCC). Desde então, elas ficaram marcadas pelos faccionados. A foto circulou no grupo de WhatsApp do CV e a ordem foi dada. Mechas de cabelo e dedos das vítimas foram cortados antes de elas serem mortas.
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