
Mais de 45 mil pessoas devem receber o diagnóstico do câncer de intestino, também chamado de câncer colorretal, no Brasil, em 2025. Os dados são do Instituto Nacional de Câncer (INCA) sobre o terceiro câncer mais comum entre os brasileiros, perdendo somente para o câncer de próstata nos homens e de mama nas mulheres. Os números reforçam a importância da campanha Setembro Verde, iniciativa dedicada à conscientização sobre o câncer colorretal. Esse tipo de câncer ganhou ainda mais visibilidade, em 2025, com a morte da cantora Preta Gil, aos 50 anos, devido a complicações da doença que enfrentava desde janeiro de 2023.
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O número de mortes pela doença está crescendo, de acordo com os dados. Em 2020, foram pouco mais de 20 mil mortes. Em 2024, o total chegou a quase 26 mil. A ideia da campanha de Setembro Verde é chamar atenção da população para a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e da adoção de hábitos de vida saudáveis, que podem reduzir significativamente o risco da doença.
De acordo com o médico patologista Carlos Aburad, “muitos casos poderiam ser evitados com mudanças simples de rotina”. Segundo ele, manter-se no peso adequado, praticar atividade física regularmente, controlar o estresse e não fumar são atitudes que reduzem consideravelmente o risco.
Na alimentação, o patologista recomenda incluir diariamente frutas, legumes e verduras, além de manter a hidratação com cerca de dois litros de água por dia. “Também é importante limitar o consumo de carne vermelha, evitar o excesso de sal, açúcar e gordura e reduzir ao máximo bebidas alcoólicas”, explica. Outro ponto fundamental, de acordo com Aburad, “é eliminar ou reduzir alimentos ultraprocessados e embutidos, como refrigerantes, biscoitos recheados, salsichas e linguiças, que estão diretamente ligados ao aumento da incidência da doença”.
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Aburad diz que, além da prevenção com hábitos saudáveis, a colonoscopia é o exame mais eficaz para detectar precocemente o câncer de intestino. “O exame avalia todo o intestino grosso (cólon e reto). É possível identificar lesões no intestino ainda em estágio inicial”, afirma Aburad. O exame só é concluído após a análise laboratorial do material coletado. É nesse momento que é identificado, no microscópio, se a lesão é benigna ou maligna. Segundo o patologista, “detectar e retirar lesões em estágios iniciais salva vidas e permite tratamentos menos invasivos”.
A recomendação médica é que o exame seja realizado pela primeira vez entre 45 e 50 anos, com repetição a cada 5 ou dez 10, conforme cada caso. De acordo com o patologista, “combinando hábitos saudáveis, exames de rastreamento e diagnóstico preciso, é possível reduzir os riscos e salvar milhares de vidas todos os anos”.

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