
O deputado federal Coronel Assis (União Brasil) enxerga a existência de um ambiente próspero dentro da Câmara dos Deputados para a concessão de uma anistia “ampla e irrestrita” aos bolsonaristas presos e condenados pelo ataque promovido pelos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aos prédios dos Três Poderes, em 8 de Janeiro de 2023, em um ato de contestação ao resultado das urnas. A urgência foi aprovada na quarta-feira (17), com 7 votos da bancada de Mato Grosso e apenas um contrário .
Patrícia Sanches/Rdnews
Em entrevista antes da votação da urgência, Assis destacou que se houver uma articulação pesada dos parlamentares e partidos de direita, certamente, há possibilidade de perdão aos envolvidos sem qualquer tipo de “amenização” de penas, a chamada “Anistia Ligth”. O termos da anistia ainda estão sendo costurados, e nos bastidores, existem pressões de todos os lados, seja para incluir Bolsonaro ou barra-lo.
“Eu acredito que a gente tem voto sim para uma ampla e irrestrita, basta trabalhar isso de uma maneira bem firme, concreta lá e também tem para a outra. Muitos parlamentares que estão hoje na Casa, pensam em pacificar o país. Não foi razoável as penas que extrapolaram 14 a 17 anos uma pessoa que pichou uma estátua com batom enquanto temos criminosos soltos baseados em insuficiência cardíaca”, disparou.
Aliados do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmam que o texto da anistia aos condenados pelo 8 de janeiro deve ser reformulado nas próximas duas semanas e contemplar apenas a redução de penas para os envolvidos na tentativa de golpe de Estado. Tanto a base governista e membros do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitam uma anistia ampla, pois sinalizam que os crimes foram praticados contra a democracia.
Ainda que sem texto definido, a intenção é alcançar Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe e outros crimes, conforme defende líderes do PL em Brasília. Neste cenário, Assis reiterou a existência de um consenso da Câmara pela pacificação do país em meio à polarização ideológica e pressões externas: “Claro que isso vai ser isso vai ser decidido no plenário, o texto ainda não está pronto, que fique claro”.
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