
Luiz Fernando Ribeiro dos Santos deve ser julgado nesta segunda-feira (7), pelo Tribunal do Júri de Cuiabá, pelo homicídio de Pedro Paulo Pereira da Silva, ocorrido em 2021. O corpo da vítima foi desovado no bairro Jardim Humaitá e incendiado. O assassinato teria sido ordenada por uma facção criminosa, por supostamente ter cometido crimes no bairro comandado pelo grupo.
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De acordo com os autos, o crime ocorreu na madrugada do dia 15 de abril de 2021. Luiz Fernando Ribeiro dos Santos é acusado de matar Pedro Paulo com a ajuda de dois comparsas. Ele foi denunciado pelo homicídio, com as qualificadoras de recurso que dificultou a defesa da vítima e uso de meio cruel.
Além disso, o suspeito teria ocultado e ateado fogo no corpo da vítima, lavou o local do crime e a caminhonete usada no transporte. Também se desfez dos objetos utilizados para matar Pedro Paulo e cerca de dois meses depois foi preso em posse de uma arma de fogo, sem autorização.
O processo foi desmembrado com relação a Luiz Fernando porque, na época, ele não havia sido encontrado para ser localizado para ser citado pessoalmente. O julgamento dele pelo júri popular foi agendado para a tarde de hoje (7).
O caso
Pedro Paulo, 31 anos, foi encontrado morto em 15 de abril de 2021 e, inicialmente, não foi identificado. Seu corpo foi localizado em uma rua não-pavimentada na ocupação denominada Jardim Humaitá, parcialmente carbonizado e enrolado em um cobertor. A vítima apresentava diversas lesões na cabeça.
A partir da investigação instaurada pelo delegado Caio Fernando Albuquerque, a equipe policial reuniu diversas informações sobre a vítima, que possibilitaram à Polícia Civil identificar duas pessoas envolvidas diretamente no homicídio.
A apuração levantou ainda que a vítima foi morta em uma residência no bairro Jardim Presidente 2 e o corpo desovado no Jardim Humaitá. Informações coletadas no curso da investigação apontam que foram ouvidos gemidos e gritos de agonia vindos da residência, assim como vozes de duas pessoas no local.
Com a identificação da residência, foram realizadas perícias que indicaram que o local foi lavado, no intuito de apagar os vestígios de sangue da vítima que foram encontrados em diversos pontos da casa, além de objetos. Após a execução do crime, os dois suspeitos não foram mais vistos na região.
Durante as diligências, os investigadores identificaram também uma camionete que teria sido usada para transportar a vítima da casa onde foi morta até o lugar onde o local em que o corpo foi desovado. Em depoimento, o proprietário do veículo declarou que emprestou a camionete, uma S10, a um dos suspeitos do crime, que a devolveu lavada.
As informações reunidas no inquérito indicaram que o crime foi cometido porque, supostamente, a vítima teria cometido crimes no bairro onde residia e, assim, teve a morte ‘decretada’ por integrantes de uma facção criminosa em um ‘tribunal do crime’. Pedro Paulo sofreu diversos espancamentos.
“A vítima foi agredida, seguramente, por mais de um executor, o que se evidencia pela quantidade de lesões e decidiu-se pela morte de Pedro Paulo como forma de punição por seus comportamentos, notadamente por supostos danos causados a moradores”, explicou o delegado Caio Fernando, acrescentando que o comparsa do investigado preso na segunda-feira também teve a prisão decretada e está foragido.
Em novembro do ano passado, após cumprimento da prisão temporária de um dos envolvidos, o delegado encaminhou à 12ª Vara Criminal a representação pela prisão preventiva dos três indiciados.

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