
Erlan Aquino
Mais de 70 de cachorros de raças, como Shih Tzu, Spitz Alemão e Pinscher e outros animais foram encontrados em um canil clandestino localizado na Avenida Prainha, no bairro Porto, em Cuiabá. Os animais viviam em condições insalubres e com graves indícios de maus-tratos.
Segundo a prefeitura de Cuiabá, o canil foi interditado. No local, também foi localizado um criadouro irregular de hamsters. A operação foi desencadeada após denúncias recebidas pelos canais oficiais da Diretoria de Bem-Estar Animal e da Secretaria de Ordem Pública (Sorp). A ação também contou com atuação da Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), Vigilância Sanitária e Polícia Civil.
De acordo com a secretária municipal de Ordem Pública, delegada Juliana Palhares, responsável pela operação junto aos demais órgãos, o local não possuía alvará sanitário, não tinha registro no Conselho Regional de Medicina Veterinária e funcionava em desacordo com as normas de saúde e bem-estar animal.
A descrição da atividade no alvará também não condizia com a realidade, estando registrada como “Comércio Varejista Hortifrutigranjeiro”, enquanto se tratava de um canil clandestino. O endereço informado no documento também era diferente, constando como Avenida 15 de Novembro.
A Vigilância Sanitária apreendeu medicamentos e vacinas vencidas, além de produtos sem nota fiscal. A notificação, registrada pelo veterinário Cláudio Guedes e pelo engenheiro sanitarista João Paulo Alves Sartorello, apontou irregularidades no âmbito sanitário, acúmulo de lixo (com risco de leishmaniose) e possível reservatório de vetores (como leptospirose).
Os animais, de várias raças como Shih Tzu, Spitz Alemão e Pinscher, entre outras, estavam confinados em espaços pequenos, sem ventilação adequada e sem manejo sanitário. Também foram encontrados hamsters em um viveiro irregular. Muitos apresentavam sinais de doença e debilidade física.
A Diretoria de Bem-Estar Animal (BEA) iniciou imediatamente a triagem e os atendimentos emergenciais em clínica conveniada. Parte dos animais será encaminhada ao canil municipal até que haja condições para adoção responsável.
Segundo a médica veterinária da BEA, Morgana Thereza Ens, a cena foi uma das mais impactantes em mais de 10 anos de experiência profissional.
“Nunca vi nada igual: insalubre, sujo, animais mortos, animais se alimentando de outros cadáveres, fezes espalhadas, comida velha. Foi uma cena muito difícil de presenciar”, relatou.
O espaço permanecerá interditado até nova deliberação das autoridades. Os responsáveis também foram multados.
Os responsáveis foram conduzidos à Dema, onde serão ouvidos para os devidos encaminhamentos legais e poderão responder criminalmente por maus-tratos e comercialização irregular. Quatro pessoas estavam no local, todas maiores de idade.
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