Abilio diz que voz de Bolsonaro não será ignorada e ainda crê em “virada”

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), considera o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e condenado a 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), deve ser o único a indicar seu sucessor na disputa eleitoral de 2026, embora, entenda que ainda há margem para reversão da situação até o pleito. Abilio acredita que o cenário político pode influenciar.

Em entrevista nessa segunda-feira (15), Abilio foi questionado sobre quem seria o sucessor ideal e se concordava com o filho 02, Carlos Bolsonaro, que ameaçou abandonar o PL se seu pai não for o candidato. Para Abilio, é nítido que Bolsonaro terá o poder de decisão dentro do PL, tanto para as majoritárias, como para sua sucessão, caso não consiga reverter a inelegibilidade ou prisão, que deve ocorrer até dezembro deste ano.

Jessé Soares/Assessoria

“Não se pode criar plano sem ouvir o Bolsonaro. Então, acho que quem toma essa decisão é ele […] Bolsonaro vai tomar decisão na hora que ele achar melhor.  Nós acreditamos que ainda pode ter muita coisa para ser revertida. Tem aquele parecer do Luiz Fux que deixou muito claro, mas no Brasil você sabe como que é. Pode acontecer de reverter e pode acontecer de não. Vai depender do momento político”, pontuou.

Para os bolsonaristas, o inquérito de golpe é uma falácia contra Bolsonaro, com o puro intuito de tirá-lo das eleições de 2026 e que nunca houve nenhum tanque nas ruas para impedir a posse de Lula (PT) em 2023. O prefeito ainda espera uma “virada de jogo” sobre a situação do ex-presidente: “Foi o que aconteceu com o Lula. Ele estava condenado e não tinha mais condição de sair. Aí houve um momento político em que os ministros não estavam gostando do posicionamento político do Bolsonaro e eles arrumaram uma brecha”, disse. 

Como solução, o partido de Bolsonaro corre no Congresso Nacional em busca de apoio para pressionar os presidente da Câmara dos Deputados e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, respectivamente, em favor do PL da Anistia. A ideia é conceder perdão a Bolsonaro desde 2019 e a bolsonaristas presos pelo ataque de 8 de janeiro de 2023, contudo, o STF considera que o perdão em crimes contra a democracia não são permitidos.

Além disso, os bolsonaristas ainda aguardam uma nova rodada de sanções impostas pelos Estados Unidos, articuladas pelo filho 03, deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está “exilado” em solo americano pleitando ajuda para livrar seu pai. Ele tem encontrado amparo em interlocutores do presidente americano, Donald Trump, que tenta interferir nos Poderes do Brasil.

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Link da Matéria – via RD News

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