
O governador Mauro Mendes (União Brasil), diante do possível apoio do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), sinalizou que deve ser mesmo candidato ao Senado em 2026. Para concretizar a candidatura, precisará renunciar ao mandato em março, deixando o cargo para o vice Otaviano Pivetta (Republicanos), que quer concorrer à chefia do Palácio Paiaguás já sentado na cadeira.
Tonico PinheiroSecom
“Primeiro tenho que decidir ser candidato, é provável que eu seja candidato o ano que vem, mas o meu foco, eu sempre falei isso e vou continuar repetindo, o meu foco é trabalhar e honrar os compromissos que eu assumi de entregar um Estado muito melhor. Nenhum mato-grossense que tem o menor nível de bom senso deixa de reconhecer que hoje o Mato Grosso é muito melhor do que alguns anos atrás, em todas as áreas. Olha na educação, olha na infraestrutura, olha os hospitais que nós estamos construindo, pode olhar em qualquer área que quiser”, disse Mauro Mendes, que costumava se esquivar do assunto.
Mauro Mendes também se declara feliz com apoio de Bolsonaro para construção de chapa ao Senado junto com o deputado federal José Medeiros (PL). Segundo ele, esse é o reconhecimento do trabalho que está desenvolvendo à frente do Governo de Mato Grosso.
“O presidente Bolsonaro é o maior líder da direita brasileira, é um movimento forte que representa muito mais do que uma sigla direita, são pessoas que estão insatisfeitas com a política, estão insatisfeitas com os políticos, estão insatisfeitas com os resultados que o poder público tem entregue ao cidadão nesse país ao longo das últimas décadas. Então, eu fico feliz quando eu recebo esse apoio dito por ele, já ouvi isso algumas vezes do próprio presidente, talvez em reconhecimento do grande trabalho que o governo de Mato Grosso está fazendo no nosso Estado”, completou.
O apoio teria sido confirmado pelo prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) com interlocutores de Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar a acaba de ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses prisão em regime fechado na ação penal da trama golpista. Entre eles, a própria ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
No entanto, o presidente do PL de Mato Grosso, Ananias Filho, considera que a consolidação da aliança depende da habilidade de desfazer um “nó tático” no que diz à disputa pelo Governo do Estado. Ocorre que Mauro Mendes quer apoiar Pivetta enquanto o PL articula o senador Wellington Fagundes para governador.
Além de Mauro Mendes e José Medeiros, outros nomes se movimentam pelo Senado. São eles, a deputada estadual Janaina Riva (MDB), o senador licenciado e ministro da Agricultura e Pecuária Carlos Fávaro (PSD), a senadora Margareth Buzetti (PP), o ex-governador Pedro Taques (sem partido) e o ruralista Antônio Galvan (DC)

Faça um comentário