
O Ministério Público de Mato Grosso realizou na manhã de quarta-feira (10) uma Audiência Pública para debater os impactos causados pelas obras do BRT na mobilidade urbana de Cuiabá. Entre os encaminhamentos estabelecidos pela reunião, ficaram acordadas questões como a criação de um comitê de trabalho que envolva entidades competentes e um possível escalonamento de horários de funcionamento dos órgãos públicos, para minimizar o trânsito em determinadas regiões.
MPMT
O promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva destacou as principais sugestões apontadas. “Vamos avaliar todas as contribuições recebidas nesta audiência e buscar soluções práticas. A criação de um comitê com participação de entidades pode ser um caminho para agilizar decisões. Também pretendo dialogar com a Casa Civil e a Secretaria de Segurança Pública para reforçar o apoio à Semob”.
“Precisamos avançar na articulação entre as obras do BRT e as intervenções da Águas Cuiabá, evitando sobreposições e impactos desnecessários. Articularemos também um possível escalonamento de horários de funcionamento dos órgãos públicos, como forma de reduzir os impactos nos horários de pico e melhorar a fluidez do trânsito durante o período de obras. Não é o cenário ideal, estamos apagando incêndios, mas é possível construir alternativas com diálogo e coordenação”, ponderou também.
A sugestão já havia sido levantada durante o debate, pelo deputado Diego Guimarães, que, anteriormente afirmou que a Avenida do CPA, por exemplo, recebe um fluxo de cerca de 7 a 10 mil carros. “Eu acredito que de imediato todos os órgãos públicos precisam tomar alguma atitude por horários alternativos para os seus servidores. A gente tem uma estimativa de 7 a 10 mil veículos que estão concentrados no Centro Político Administrativo e isso traz consequências não só para quem está num veículo, [mas também para] quem está numa moto, quem está num transporte coletivo”, considerou o gestor.
O deputado esclareceu que a Secretaria de Mobilidade Urbana é a responsável atual da fiscalização das obras, o que deve ajudar na comunicação com a população com relação aos transtornos. “A Semob assumiu o compromisso de fazer um cuidado mais próximo para que facilite o tráfego e [para] que não haja o travamento completo dessas avenidas”, pontuou Diego Guimarães.
O Ministério Público afirmou ainda a necessidade de continuar tratando sobre o assunto por meio de audiências públicas e fiscalizações das ações propostas.
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