
Reprodução
A juíza Fernanda Mayumi Kobayashi mandou prender novamente Sebastião Lauze Queiroz de Amorim, o “Dono da Quebrada” . Ele foi um dos alvos da Operação Ludus Sordidos , deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) no último dia 21 de agosto.
Como já informado pelo , o “Dono da Quebrada ”, que é presidente de um time de futebol amador de Cuiabá tinha sido solto após a defesa alegar que Sebastião sofre de cardiopatia, diabetes e hipertensão, já passou por cateterismo e precisa de novo procedimento cirúrgico devido a uma veia entupida.
Durante audiência de custódia, o magistrado entendeu que, por conta do problema de saúde, cárcere não se mostra o ambiente adequado. até que se encontre a melhor solução médica para o caso. “Assim, reconhece-se a necessidade de substituição da prisão preventiva, que permanece hígida, por prisão domiciliar, em razão da debilidade e da doença grave que acometem o custodiado”, diz trecho.
No entanto, nesse domingo (07), 17 dias depois, a juíza mandou que Sebastião Lauze fosse preso novamente, já que ele mantinha o controle sobre o grupo criminoso. Segundo a Polícia Civil, o Dono da Quebrada teria realizado reunião com integrantes da organização no bairro Osmar Cabral.
Ele foi pego nesta segunda-feira (08), em sua casa, e será encaminhado até uma unidade prisional do estado.
A ação mirou a desarticulação da atuação de uma facção criminosa altamente estruturada envolvida em crimes diversificados, dentre eles, jogos de azar, estelionatos, tráfico de drogas e lavagem de capitais. Ao todo, foram emitidos 10 mandados de prisão preventiva. Um dos alvos morreu em confronto com a polícia e outro segue foragido.
A operação
Segundo a Polícia Civil, além dos 10 mandados de prisão preventiva, foram emitidos oito de busca e apreensão, oito sequestros de imóveis, 12 sequestros e bloqueios de contas e valores no valor de mais de R$ 13,3 milhões.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Capital e são cumpridos em Cuiabá, Várzea Grande e em Nova Odessa (SP).
As investigações iniciaram em dezembro de 2023, após a interrupção de uma reunião comunitária no bairro Jardim Liberdade, em Cuiabá. Na ocasião, integrantes de uma facção criminosa encerraram o encontro sob ameaças, em uma clara tentativa de demonstração de poder do grupo criminoso.
A motivação dessa dissolução seria “política”, pois a irmã de um dos investigados era pré-candidata à vereadora e a reunião teria sido interpretada como um evento político, devido a presença de um secretário de Estado.
A partir da ocorrência, foi instaurado inquérito policial na GCCO/Draco para apuração dos fatos e com avanço dos trabalhos investigativos foi possível identificar um grupo da facção criminosa estruturada para a prática de crimes na região do bairro Osmar Cabral, Jardim Liberdade e adjacentes.
Os integrantes da facção criminosa ostentavam veículos de luxo e imóveis incompatíveis com renda lícita, como casas, prédios comerciais e galerias de lojas, sendo estes alvos de sequestro na operação, visando a recuperação de ativos e desarticulação do grupo criminoso. O grupo também contava com o uso de pessoas interpostas (laranjas) para aquisição de veículos, bem como recebimento de valores de origem ilícitas.
Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

Faça um comentário