Nadaf nega “corporativismo” em aumento de quórum para cassação de vereador

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O vereador Mário Nadaf (PV) negou a existência de um “corporativismo” da Câmara de Cuiabá para blindar os vereadores Chico 2000 (PL) e Sargento Joelson (PSB) , de uma eventual cassação, diante da Proposta de Emenda à Lei Orgânica do Município, que exige quórum mínimo de 2/3. Com a alteração proposta pelo vereador Demilson Nogueira (PP), amigo de Chico e Joelson, sairia da exigência mínima de 14 para 18 votos .

Rodinei CrescêncioRdnews

Em entrevista, Nadaf argumentou que não pretende retirar seu apoio à proposta e que está ocorrendo apenas uma atualização do texto conforme descrito no Decreto 201 de 1997, que estabelece 2/3 dos votos para a perda do mandato: “O que está havendo aí é um tremendo equívoco, um entendimento nublado das pessoas. Primeiro, dizer que é uma medida corporativa para proteger os próprios pares, é uma tamanho incongruência”. 

“Nós estamos corrigindo a Lei Orgânica com referência ao quórum, porque em todos os processos que foram instalados anteriormente de processantes, o quórum já exigido é o quórum de dois terços. Então, há uma falta de entendimento”, emendou.

A proposta tinha 12 assinaturas, mas sofreu baixas, ficando com apenas 9, devido a retirada dos vereadores Fellipe Corrêa (PL) e Gustavo Padilha (PSB), que estavam justamente na condição de suplentes titulares de Chico e Joelson, além da presidente da Câmara, Paula Calil (PL), frente a repercussão negativa.

Contudo, os vereadores Demilson Nogueira (PP); Baixinha Giraldelli (Solidariedade); Marcus Brito (PV); Tenente-coronel Dias (Cidadania); Dídimo Vovô (PSB); Mario Nadaf (PV); Marcrean Santos (MDB); e Kero Kero (PMB); e Katiuscia Mantelli (PSB), seguem apoiando a proposta.

Chico e Joelson haviam sido afastados em 29 de abril durante a Operação Perfídia, que apura um esquema de cobrança e recebimento de propina para aprovação de um projeto que beneficiaria uma empresa que tocava obras no Contorno Leste. Em entrevista, Chico se mostrou amplamente favorável a proposta de Demilson, para “atualizar” a Lei Orgânica no sentido de redação, pois a Câmara já aplica o 2/3 seguindo o decreto federal.

“Ao agir assim ele está tão somente procurando unificar a legislação. Eu vou dizer para vocês o porquê. É, a lei orgânica do município estabelece maioria absoluta de 13 votos para caçar. Decreto 201-67 estabelece 2/3 para caçar. Então, todos que foram caçados por esta casa, com menos que 17 votos, retornaram. A exceção foi o ex-vereador, o tenente coronel Paccola”, pontuou.

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Link da Matéria – via RD News

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