
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou nesta quinta-feira (4), que nunca atuou para prejudicar os vereadores Chico 2000 (PL) e Sargento Joelson (PSB), que retornaram ao cargo após 4 meses de afastamento , devido à Operação Perfídia , deflagrada em abril, para apurar possíveis cobrança e recebimento de propina. A denúncia foi feita por Abilio, que argumentou que apenas repassou as informações à Polícia Civil. Montagem
Abilio Brunini, Chico 2000 e Sargento Joelson
Durante retorno, Chico expôs o sentimento de tristeza com Abilio e Joelson, considerou que o prefeito foi induzido ao erro, e que não haveria nenhum resquício de mágoa . Neste cenário, Abilio indicou que na sua denúncia sequer havia nomes dos então vereadores envolvidos e disse que não agiu para ganhar holofotes.
“Em momento algum a gente entrou com qualquer tipo de ação para prejudicar os vereadores da Câmara Municipal e nosso papel foi entregar o poder da Polícia Civil que faça a investigação. Em momento algum eu usei isso para me promover ou promover qualquer pessoa, nem para prejudicar ninguém”, disse ele.
O prefeito destacou ainda que respeita a posição do seu correligionário, Chico, assim como os suplentes que passaram pela sua cadeira também, não exonerando nenhuma indicação: “Ele tem o direito de falar o que ele quiser, não tem problema, é direito dele. Nós respeitamos o vereador o máximo possível, respeitei também o vereador Sargento Joelson”.
Chico garante que será “independente” no parlamento, votando conforme entender melhor. Para o prefeito, os dois vereadores tem autonomia para tomar as respectivas decisões, mas relembrou que Chico nunca foi da base. “Eu acredito que ele vai dar essa continuidade nessa condução dele. Ele não vai fazer uma declaração, ao meu ver, de oposição e, ao mesmo tempo, ele não fará uma declaração de base”.
Blindagem de cassação
Sobre a Proposta de Emenda à Lei Orgânica do Município, articulada pelo vereador Demilson Nogueira (PP), para ampliar de 14 para 18 votos mínimos de consolidação de uma cassação de mandato, o prefeito considerou que o tema está em harmonia com o que estabelece a legislação federal. A proposta foi apresentada justamente no dia em que o retorno dos parlamentares foi autorizado, ficando conhecida nos bastidores da política como “PL da Impunidade”, contudo, para o gestor, não há nenhuma “blindagem”: “Não é um PL da impunidade. Eu acredito que é mais um PL de estabelecer a legalidade”.
“Eu acredito que qualquer vereador que for cassado na Câmara Municipal com menos de 2/3, vai voltar. Porque a lei federal é superior à lei municipal e o decreto de lei 201/67 já regulamenta isso. Eu sei isso de cor porque foi argumento da minha defesa quando fui cassado”, disparou ele.
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