
A Câmara de Nova Mutum (a 241 km de Cuiabá), aprovou nesta terça-feira (2), por 9 a 4, o arquivamento da denúncia contra o vereador Cristiano Bicô (Republicanos), por quebra de decoro, mesmo após diálogo gravado por um servidor, que relatava estar passando por dificuldades financeiras e que não poderia mais participar da devolução de 50% do salário ao parlamentar. A gravação viralizou em junho deste ano conforme publicado pelo .
A vereadora Jaiane Santos (PP), relatora do parecer, formulado em 43 páginas, argumentou que se distanciou do “clamor popular” e das “pressões midiáticas” para não contaminar sua análise, sinalizando ainda que o plenário não poderia ser um reflexo de paixões momentâneas. Ela se posicionou pelo arquivamento da denúncia por entender que o ex-assessor teria agido com senso de vingança para prejudicar Bicô. “A análise técnica e imparcial dos autos, impõe a conslusão de que o conjunto probatório produzido é insuficiente para fundamentar um decreto condenatório, notadamente a sanção máxima da perda do mandato eletivo”.
Reprodução
“A tese acusatória que começou plausível diante do teor do diálogo foi progressivamente enfraquecida pela fragilidade e contradições da prova oral pelo depoimento do ex-servidor. Sua oitiva evidenciou motivação pessoal pelo suposto fato ilícito, ou seja, completa parcialidade. Ele confessou de forma direta: possuo grande interesse e quero que ele seja cassado, fui mandado embora e quero saber o porquê”, diz trecho do parecer, que foi seguido por outros 8 parlamentares.
Os parlamentares depositaram os votos em uma urna, sendo assegurado a eles o sigilo do posicionamento, o rendeu a aprovação do parecer que livrou Bicô. Estavam presentes na sessão os parlamentares: Presidente – Lucas Badan, José da Paixão, Bia Kohler, Anderson Mantovan, Carmem Casagrande, do União Brasil; Ricardo Schneider e Rafael Brignoni, do PL; Jaiane Santos, Baguncinha e Altair Albuquerque, do PP; e Lurdes Costa Marques, Maciel Sousa e Otávio Albuquerque, do Republicanos – suplente.
O caso
O servidor aparece dentro de um carro, no banco do passageiro, mexendo no celular. Ele mesmo gravou toda a situação e em dado momento, chega a afirmar para o vereador que não estaria gravando a conversa e que apenas queria mostrar o comprovante das dívidas com bancos para corroborar com a sua saída do esquema.
Durante a conversa, que dura cerca de 6 minutos, o servidor consegue expor o rosto do vereador, que está no banco do motorista, usando um chapéu – sua “marca registrada”. Diante dos relatos do servidor, o vereador pede para ele “ficar até final do mês”. Depois da exposição nas redes, Bicô alegou que a gravação distorceu fatos e que não ficou evidenciado qualquer atitude ilegal da sua parte, alegando que o servidor estaria apenas reclamando da vida: dívidas, casamento, trabalho e igreja.
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