
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB), lamentou a derrubada da decisão concedida pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), que havia suspendido a Moratória da Soja e da Carne . Contudo, com decisão da Justiça Federal , a medida volta a vigorar em todo país, autorizando empresas exportadoras a não adquirirem soja cultivada em áreas desmatadas da Amazônia após julho de 2008. A restrição atinge até mesmo áreas desmatadas dentro da legalidade.
Em entrevista, Max Russi seguiu o entendimento da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), de que o cenário afeta duramente os empresários que atuam seguindo os atuais regramentos ambientais do Brasil, mas que acabam sendo desconsiderados pelas tradings: “Muita preocupação, acho que o CADE fez uma decisão correta, agora, teve outra decisão, a gente tem respeitar, mas acho que isso a gente vai vencer nos próximos embates. Mas preocupa sim”, disse.
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Max Russi projetou que a restrição de mercado deve cair, ao relembrar a manifestação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, de que a medida afeta negativamente o sustento dos pequenos produtores. Em abril deste ano, uma comitiva de deputados mato-grossenses atuaram em Brasília, defendendo uma lei estadual que autoriza o corte de incentivos fiscais às trandings que adotarem a Moratória da Soja, como mecanismo de derrubada da restrição de mercado, porém, o julgamento ainda aguarda conclusão.
“Esperamos que possamos avançar os votos dentro do Supremo, e acabar com essa questão da moratória da soja e da carne, que prejudica o nosso Estado, prejudica os nossos produtores, prejudica aqueles que trabalham de forma correta, prejudica alguns municípios do nosso Estado, e muito, e nós não podemos continuar admitindo isso”, emendou o presidente da ALMT.
Produtores manifestaram descontentamento com a nova medida, afirmando que o fim da moratória é um “passo essencial para o Brasil”. A Aprosoja-MT também criticou a postura das tradings que, de acordo com a nota, controlam mais de 90% das exportações e “impõem unilateralmente condições que afastam do mercado produtores que operam dentro da legalidade”.
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