
A vereadora por Cuiabá, Maysa Leão (Republicanos), se emocionou em frente às câmeras, nesta terça-feira (26), ao se indignar com registro de estupro de crianças e acusou a existência de um “movimento” para atingi-la, após o relato de uma adolescente de 16 anos durante uma audiência pública sobre violência sexual repercurtir de maneira negativa devido à “exposição”, já que o encontro estava sendo transmitido no canal do YouTube da Câmara. A audiência ocorreu na semana passada.
Maysa virou alvo de críticas, sendo acusada de revitimizar a vítima ao expor sua imagem, infringindo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que determina que integridade física, psíquica e moral e imagem das vítimas, precisariam ser protegidas. O registro da audiência foi retirado do ar, contudo, cortes do depoimentos haviam sido feitos. A vereadora relatou que não sabia a idade da menor, mas que ela se inscreveu de maneira espontânea em um encontro onde haviam outras vítimas de estupro, que contaram relatos de dor e sofrimento.
“Não teve Ministério Público dando ordem. Eu pedi para tirar do ar, para que as pessoas não gravassem tela e não compartilhassem isso por WhatsApp, porque compartilhar isso pelo WhatsApp e publicar isso nas redes sociais, isso sim é reivitimizar, isso sim é crime. Ela falar num ambiente seguro, numa Câmara de Vereadores, dentro de uma audiência, respaldada por sua psicóloga e por sua assistente social com autorização do representante legal, não é crime”, argumentou – veja o vídeo completo.
Maysa entende que o tema ficou politizado e se transformou em palanque para tentar colocá-la como “irresponsável”. Ela pontuou que não chamou, não gravou ou expôs a menor, como outras pessoas fizeram – em referência ao prefeito Abilio Brunini (PL), que deixou alunos vulneráveis à chacota ao divulgar um vídeo nas redes sociais, onde não saberiam a tabuada . Maysa ainda pediu foquem as críticas somente nela e não na menor que, segunda ela, tem sido procurada para dar sua versão dos fatos.
“Gente, se for para me atingir, está muito claro que existe um movimento muito grande para dizer que há uma irresponsabilidade. Eu, como voluntária da rede de enfrentamento, eu sei que ela está bem. A sociedade devia estar se perguntando se algum dos agressores tem acesso a ela. Como ela vive? Como ela come? Como ela sustenta a filha dela? Era isso que a sociedade devia estar perguntando. Então, ela está bem, não me usem. Não usem a política para atingir uma jovem”, emendou.
Dentro do Parlamento, Maysa não teve respaldo da presidente Paula Calil (PL) e nem da vereadora Michelly Alencar (União Brasil), que integram a Mesa Diretora, que é formada 100% por mulheres. Elas lamentaram a exposição da menor e defenderam mudanças do regimento para o uso da palavra em audiências públicas.
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