
O senador Wellington Fagundes (PL) negou a existência de qualquer acordo ou obrigação do governador Mauro Mendes (União Brasil) apoiar seu projeto de sucessão ao Palácio Paiaguás nas eleições de 2026, frente à aliança firmada em 2022, que assegurou a dobradinha ao Senado e ao Governo de Mato Grosso. O acordo tinha aval de Jair Bolsonaro (PL), que disputava reeleição à presidência da República.
Wellington rechaçou a tese de que a aliança teria como compromisso a devolução de apoio obrigatório, contudo, indicou que está na disputa. “Agora chegou a nossa vez, mas não obrigação. Se tiver disputa ou outro entendimento, que ótimo. Eu quero que tenha muitos para a gente discutir”, disse.
Mayke ToscanoSecom
“Isso nunca houve, nós fizemos uma coligação naquele momento, política. Foi feito um entendimento entre os partido, o meu suplente é o Mauro Carvalho e a Rosana Martinelli, então, não teve nenhum entedimento de obrigação de apoio. Pelo menos da minha parte com PL, não houve”, completou, sobre não haver cobranças.
Na disputa ao Governo, Mauro Mendes tem a preferência por seu vice, Otaviano Pivetta (Republicanos), embora sofra resistência dentro do próprio União Brasil, que não vê vantagem em “repassar” o Executivo para um partido aliado. Em conversa com a imprensa, Wellington reiterou sua proximidade com o atual governo e até às eleições muitas mudanças podem ocorrer.
“Como todos sabem, o PL, com o presidente Valdemar Costa Neto, fizemos uma aproximação com o Mauro. O Bolsonaro queria que eu fosse o candidato a governador, mas eu disse que naquele momento era melhor forma essa aliança. E está dando certo, o Mauro foi reeleito com Pivetta e nós não tivemos a ganância. Entendemos que era importante dar essa oportunidade, porque no primeiro mandato o Mauro teve dificuldades e que no segundo mandato está avançando, reconhecemos isso”, argumentou.
Além de Wellington e Pivetta, o senador Jayme Campos (União Brasil), que pertence ao grupo de Mauro, também tenta de viabilizar para a corrida eleitoral. A esquerda também deve viabilizar um nome para levantar um palanque para o presidente da República, Lula (PT), que deve ir à reeleição.

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