
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Pré-candidato ao Palácio Paiaguás, o senador Wellington Fagundes (PL) ainda acredita na possibilidade de redesenhar a aliança de 2022, quando PL, Republicanos e UB caminharam juntos com outras siglas como o MDB – que sob o comando de Janaina Riva, tende a se distanciar do grupo capitaneado pelo governador Mauro Mendes.
Questionado se prefere disputar o Executivo com Jayme Campos (União) ou com Otaviano Pivetta (Republicanos) – ambos também pré-candidatos – Wellington diz que gostaria de ter os dois em seu palanque.
“Eu respeito o Jayme porque eu comecei a minha vida política com ele. Então eu prefiro que o Jaime me apoie e prefiro também que o Pivetta me apoie. Até porque nós apoiamos a reeleição do governador Mauro [Mendes] e também junto com o Pivetta”, ressalta.
Nesta linha, senador ressalta que, com uma eventual renúncia de Mauro para concorrer ao Senado, Pivetta ficaria nove meses como governador. “Já serão oito anos como vice-governador. Então acho que seria uma boa. Agora, isso é uma decisão de cada um e também dos partidos. E eu entendo o seguinte. Quanto mais candidato tiver, será melhor”, despista.
O liberal ressalta que, durante a campanha, os candidatos poderão mostrar as suas propostas. “Eu quero ser governador para melhorar ainda mais, principalmente, distribuição de renda no Estado”.
MDB
Sobre o MDB, que passou a ser liderado pela sua nora e deputada estadual Janaina Riva, Wellington ressalta que, nacionalmente, a aliança é debatida, sendo que O MDB já caminha com o grupo à direita em São Paulo, tendo ajudado a eleger Tarcísio de Freitas (Republicanos).
“MDB é um dos partidos que fazem parte da possibilidade de apoiar o presidente [Jair] Bolsonaro, que é o nosso candidato. Em São Paulo existe uma aliança, PL e MDB”, ressalta. Aqui em Mato Grosso, Wellington tem defendido a aliança. Neste caso, a chapa seria com ele ao Paiaguás e o federal José Medeiros (PL) e Janaina ao Senado.
O problema é que, em Mato Grosso, algumas lideranças, especialmente prefeitos do PL, almejam chapa alinhada com o grupo do governador ou até mesmo chapa pura.
“Claro que existe um governo que nós elegemos e que tem a obrigação de ajudar todos os municípios. Que não é papel do prefeito rechaçar o governo. Muito pelo contrário, eu defendo isso que vamos procurar nos aproximar cada vez mais. Cada prefeito que foi eleito, ele tem um compromisso de trabalhar pelo seu município. Eu não vou discordar de posição de nenhum prefeito”.

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