
Os deputados estaduais Lúdio Cabral (PT) e Gilberto Cattani (PL), representantes do lulismo e do bolsonarismo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), protagonizaram novo embate em plenário. Desta vez, motivado por moção de repúdio apresentada por Cattani contra a reitora da UFMT, professora Marluce Souza, porque a instituição sediou as comemorações dos 30 anos da presença do MST no estado.
Lúdio acusou Cattani de “baixar o nível” do debate e apresentar moção de repúdio para alimentar a “bolha” da extrema direita nas redes sociais. Além disso, fez críticas pesadas a Bolsonaro e seus apoiadores.
Luiz AlvesALMT
Já Cattani acusou o MST de terrorismo. Também afirmou que ficou “ofendido” com a declaração da reitora Marluce Souza, que classificou os sem-terra como “trabalhadores.
“O deputado Gilberto Cattani, representante da extrema-direita aqui na Assembleia Legislativa, propõe uma moção de repúdio contra a reitora da UFMT, sinceramente assim, baixar o nível desta forma, as moções de repúdio que ele vive apresentando contra o nosso Governo Federal, contra o presidente Lula, a gente faz o debate. Agora, apresentar uma moção de repúdio contra a reitora da UFMT, da instituição que vai completar 55 anos, um absurdo, porque a extrema-direita exerce os mandatos que exerce apenas para alimentar a sua bolha nas redes sociais”, disse Lúdio na tribuna, durante sessão ordinária nessa quarta-feira (20).
Além disso, Lúdio aproveitou para atacar a postura do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), réu na ação penal sobre a trama golpista de 2023 que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). As críticas também foram direcionadas ao deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se “autoexilou” nos Estados Unidos para articular sanções contra o Brasil com objetivo de forçar anistia ao pai.
“Alguns fogem do Brasil. E essas pessoas vão para o banco dos réus, Jair Bolsonaro, para fazer papelão, para mostrar o quanto é frouxo e covarde, para pedir desculpa o tempo todo para o Alexandre de Moraes, para dizer: Ah, o meu vocabulário eu estou procurando melhorar, para dizer que a massa de manobra que eles levaram para a porta dos quartéis é um bando de louco, de maluco. Palavras do Jair Bolsonaro: É um bando de loucos, de maluco que ficam pedindo AI-5, que ficam pedindo intervenção militar. É tudo doido”, completou o petista.
Cattani rebateu Lúdio dizendo “somos doidos”, mas não somos ladrões”. Depois, continuou esclarecendo que as moção de repúdio trata exclusivamente da ação da UFMT em parceria com o MST, que segundo ele, atrapalha o avanço da reforma agrária no país.
“Aí vem a universidade federal do nosso estado, que promove uma ação do grupo terrorista mãe de todos os demais, que é o MST. E a sua reitora se pronuncia dizendo que são trabalhadores. Isso me ofende muito, porque eu sou trabalhador, sou assentado na reforma agrária, fui assentado, nunca invadimos uma propriedade, porque a própria lei diz que se invadir não serve para fins de reforma agrária. O maior inimigo da reforma agrária que você possa conhecer chama-se MST”, disse Cattani.
Cattani ainda desafiou os simpatizantes do MST a boicotar a “grande agricultura”. Conforme o bolsonarista, que fizer isso, vai viver “com fome e nu”.
“Eu quero aqui já dizer que qualquer um que tomou café na manhã, se comeu um pãozinho, esse pãozinho foi feito com trigo, que é da grande agricultura, esse pãozinho foi feito com açúcar, que é da grande agricultura, o fermento que vem da batatinha, enfim, se você comeu, se você se vestiu, já falei isso aqui um monte de vezes, foi por causa da agricultura como um todo. E desafio essas pessoas a boicotarem o agronegócio, boicotem, boicotem o agronegócio, comam somente o que o MST produz, se vistam com roupas produzidas com o que o MST produz. Vão viver nus e com fome” concluiu. PageFlips: Moção repúdio UFMT
Segunda moção contra reitora da UFMT
No final, a moção de repúdio foi aprovada com dois votos contrários. Além de Lúdio, a deputada estadual Edna Sampaio votou contra.
Na semana passada, a ALMT aprovou outra moção de repúdio contra a reitora da UFMT, apresentada por Cattani. O motivo foi a defesa da professora doutora Maria Inês da Silva Barbosa, repreendida pelo prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL), por usar o pronome neutro “todes”, durante palestra na Conferência Municipal de Saúde.
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