Diretor de policlínica de VG é preso em ação contra facção que explora jogos de azar

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Gerente da Policlínica do Jardim Glória, em Várzea Grande, identificado como Renan Curvo da Costa, 31, é um dos presos na Operação Ludus Sordidus, que desarticulou uma facção criminosa envolvida em tráfico, estelionato, exploração de jogos de azar e lavagem de dinheiro.

 

Consta em Diário oficial, do dia 14 de julho de 2025, que Renan foi nomeado em cargo de comissão como gerente da unidade de saúde, com salário final de R$ 1.600 mais R$ 800 de bonificação.

 

Apesar de ter sido preso, a polícia não confirmou qual era, de fato, a função de Renan no esquema. Reportagem entrou em contato com a prefeitura da cidade, mas ainda não obteve retorno. 

 

Outro alvo confirmado

 

Conforme já divulgado pelo , outro alvo da operação é o ‘influenciador’ Dainey Aparecido da Costa, conhecido como Deniz Bet, de Várzea Grande também. 

 

Segundo divulgado pela polícia, Deniz ostentava grandes quantias em dinheiro, viagens e cruzeiros nas redes sociais. Ele fazia parte do grupo que explorava jogos de azar, tipo “bets”, financiando a facção.

 

Em fevereiro, Deniz foi preso por tráfico de drogas em VG. Ele foi flagrado com tabletes de maconha e uma quantia de R$ 40, 5 mil em espécie. No dia da prisão, ele ainda ameaçou os policias.

 

Na operação, as ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá com base em investigações conduzidas pela da Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco). 

 

Dentre os mandados cumpridos estão 8 de busca e apreensão, 10 mandados de prisão preventiva, 8 sequestros de imóveis, 12 sequestros e bloqueios de contas e valores no valor de mais de R$ 13,3 milhões. 

Investigações

As investigações iniciaram em dezembro de 2023, após a interrupção de uma reunião comunitária no bairro Jardim Liberdade, em Cuiabá. Na ocasião, integrantes de uma facção criminosa encerraram o encontro sob ameaças, em uma clara tentativa de demonstração de poder do grupo criminoso. 

 

A motivação dessa dissolução seria “política”, pois a irmã de um dos investigados era pré-candidata a vereadora e a reunião teria sido interpretada como um evento político, devido a presença de um secretário de Estado. 

 

A partir da ocorrência, foi instaurado inquérito policial na GCCO/Draco para apuração dos fatos e com avanço dos trabalhos investigativos foi possível identificar um grupo da facção criminosa estruturada para a prática de crimes na região do bairro Osmar Cabral, Jardim Liberdade e adjacentes.

 

Atuação criminosa

Entre os alvos identificados está um dos líderes do grupo criminoso, que sob a fachada de ações sociais e atuação como presidente de time de futebol amador, na verdade, monopolizava as práticas criminosas em alguns bairros (denominada quebrada), controlando e lucrando com atividade criminosas de tráfico de drogas, estelionatos e jogos ilegais. 

 

Ele recebia mensalmente 10% dos lucros da plataforma de apostas ilegais, além de valores oriundos do tráfico e de golpes aplicados em plataformas de compra e venda pela Internet. Também foi identificado que um de seus liderados, mesmo faccionado que dissolveu a reunião de bairro, foi quem promoveu, mais tarde, as extorsões de comerciantes em Várzea Grande e Rondonópolis.

  Ludus Sordidus

O nome vem do latim e significa “Jogo Sujo” remetendo ao contraste entre a imagem pública de dirigente esportivo e benfeitor comunitário e a realidade de liderança criminosa, atuando como “dono de quebrada” da facção criminosa. A expressão “Jogo Sujo” sintetiza a contradição entre o ideal esportivo e as práticas ilícitas que sustentavam sua influência.

 

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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