Disputa acirrada entre Pivetta e Wellington pode abrir caminho para 2º turno inédito, diz analista

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Rodinei Crescêncio/Rdnews

A disputa ao Governo de Mato Grosso, neste momento, é polarizada entre o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o senador Wellington Fagundes (PL), mas a força do Executivo estadual tende a favorecer Pivetta, que deve crescer nos próximos meses. A análise é da cientista política Cristiany Fonseca, com base nos dados da pesquisa realizada pelo Instituto Informa, que foi divulgada com exclusividade pelo nesta terça (19).

Por outro lado, analista ressalta que o levantamento aponta que Mato Grosso poderá ter 2º turno pela primeira vez em sua história. “Isso revela não apenas um novo equilíbrio de forças políticas no estado, mas também um ambiente eleitoral mais competitivo e plural, onde nenhum grupo consegue concentrar sozinho a maioria absoluta dos votos”, destaca.

Pesquisa realizada pelo Instituto Informa , sediado na Grande São Paulo, e divulgada com exclusividade pelo , traz, na sondagem estimulada, Pivetta com 21,1% e, na sua “cola”, Wellington, com 20,3%. A margem de erro é de 2,1% para mais ou para menos e ambos estão tecnicamente empatados. A deputada estadual Janaína Riva (MDB) aparece em terceiro lugar com 12,8%; seguida por Jayme Campos (União), que tem 4,5% das intenções de voto.

“O crescimento de Pivetta tem uma explicação clara: ele deixou de ser percebido apenas como vice-governador e passou a assumir a imagem de candidato a governador. Esse movimento fortalece sua presença no imaginário do eleitorado e ancora sua candidatura na gestão Mauro Mendes, que ainda desfruta de boa aprovação”, reflete a analista.

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Ainda segundo ela, o apoio de lideranças como o ex-governador Blairo Maggi (PP) e o mega produtor Eraí Maggi também tende a dar maior consistência ao projeto do vice-governador nos próximos meses.

Já a candidatura de Wellington, segundo ela, depende de fatores externos, sobretudo, de uma eventual chancela explícita do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), principal liderança da direita no Brasil e que possui forte influência em Mato Grosso – onde a maioria do eleitorado é conservador.

“Wellington ainda não conseguiu cristalizar-se como o representante natural da direita em Mato Grosso. O apoio de Valdemar da Costa Neto ao seu nome não tem o mesmo peso simbólico que teria uma declaração explícita de Jair Bolsonaro, que até o momento não ocorreu. Sem esse gesto, Wellington encontra dificuldade para transformar sua candidatura em polo de aglutinação do eleitorado bolsonarista”, pondera a analista.

 Sobre Janaina, que aparece na terceira colocação, a analista frisa que resultado demonstra que deputada, que é nora de Wellington, possui densidade eleitoral. Apesar disso, Cristiany lembra que o projeto dela é o Senado e não o Paiaguás. “A presença de Janaina Riva demonstra relevância, mas em outro projeto político, já que ela vem acenando ser candidata ao Senado, enquanto os demais nomes cumprem papel secundário”.

Link da Matéria – via RD News

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