
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), sinalizou que a Prefeitura deverá reduzir cerca R$ 90 milhões em despesas para não passar sufoco e manter as contas do Município sob controle. Para manter o ajuste fiscal, serão feitos cortes de pessoal e fornecedores ainda no começo deste semestre. Contudo, assegurou que o salário dos servidores está dentro do planejamento, sem qualquer possibilidade de atraso.
Em entrevista, o gestor argumentou que o Município não vai tomar nenhum empréstimo no momento, por considerar que as taxas estão elevadas para os padrões normais, sendo necessário sanar pendências iniciais e repecurar a credibilidade financeira. “Hoje nós já estamos muito apertados financeiramente, acabou o decreto de calamidade, mas não acabou os conflitos da economia do município”, disse.
Gabriel Rodrigues/Rdnews
“A gente está bem no limite, algumas secretarias estão bem apertadas, a gente terá decisões difíceis para tomar agora no começo do segundo semestre e, infelizmente, a gente não vai contrair nenhum empréstimo em juros abusivos”, completou.
Questionado sobre exemplos, indicou que deve ocorrer cortes na Empresa Cuiabana de Limpeza Urbana (Limpurb), e maior atenção na Secretaria de Obras, fazendo um reequílibrio. Além disso, Abilio pretende iniciar a cobrança da taxa de lixo destinada exclusivamente sobre os grandes geradores, assegurando ainda que se optarem por fazer a coleta seletiva, poderão receber desconto.
Segundo o prefeito, sobre as medidas difíceis que serão tomadas, sinalizou também o corte de pessoal, mas não soube estimar a quantidade, pois ainda está em fase de levantamento. Já em valores, estimou cerca de R$ 90 milhões, sem comprometer o salário dos servidores: “Eu preciso reduzir a despesa do município no segundo semestre”.
“Atraso de salário não vai ter. Porque isso a gente já deixou empenhado, o salário é diferente. O salário você empenha no início do ano, faz o planejamento para eles, e deixa os recursos separados. Não aconteceu no passado, mas a gente faz isso. Só que a gente tenta cortar as despesas com fornecedores, porque se a gente não cortar, sim, passa por dificuldades. E nós sabemos que imprevistos acontecem”, concluiu.
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