
Caroline Fernandes, filha mais velha da empresária Gleici Keli Geraldo , usou as redes sociais neste sábado (16), para fazer um desabafo sobre o ocorrido com sua mãe, há quase 60 dias . Gleici Keli foi morta com 21 facadas pelo marido, o engenheiro agrônomo Daniel Frasson, no dia 24 de junho, em Lucas do Rio Verde (354 km ao norte de Cuiabá). Em seu Instagram, Caroline, que foi a primeira a entrar na casa e encontrar o corpo da mãe, falou sobre o quão feliz Gleici estava antes da tragédia e sobre como revive a cena em sua mente todos os dias.
Reprodução/Instagram
“Minha mãe amava viver. Estava se cuidando, se amando, e ainda sim se doando muito, sempre disposta a ajudar. Ia a Paris em setembro. Ia palestrar em um congresso em São Paulo no sábado daquela mesma semana. Talvez tenham sido essas coisas que pegaram no ego do assassino dela. Eu vi a cena. Eu vi a minha mãe. Vi que não dava mais tempo. Foi a última vez que a vi sem ser dentro de um caixão. A última lembrança que tenho dela antes do velório é ter visto-a daquele jeito. Eu entrei no carro com a cabeça da minha irmã no meu colo, ouvindo ela agonizar e lutar pela vida até chegar ao hospital. E isso só foi possível porque ele não conseguiu achar o coração dela, mas pelas marcas, vejo que também tentou”, escreveu Caroline.
Em um relato de dor, a jovem expôs sua indignação com relação ao caso ser ligado a um surto psicótico de Daniel. “Existe um abismo entre, no meio de um surto, andar nu no meio da rua, por exemplo, e entre esfaquear alguém repetidas vezes. 21 facadas não soa como impulso, não soa como nada menos que raiva na sua forma mais pura e impiedosa”, lamentou a jovem.
Carolina expôs ainda casos recentes parecidos com o de Gleici, como o homem que agrediu sua namorada com 60 socos em um elevador em Natal. “É sempre um ‘surto psicótico’. A masculinidade só aparece na hora de cometer o crime. Covardia seguida de frouxidão”, desabafou Caroline.
Ao final do desabafo, a jovem reforça que não vai desistir de lutar por justiça. “Se achava difícil lidar com a minha mãe e a força dela de lutar até o fim pelo que acreditava, vai descobrir porque falam que a gente é tão parecida. Obrigada pelas orações, pelo carinho e pela preocupação. Não está ‘tudo bem’, mas vai ficar”, finalizou a jovem.
O crime
Gleici foi morta pelo marido, enquanto dormia, no dia 24 de junho, em sua própria residência, no bairro Bandeirantes, em Lucas do Rio Verde (354 km ao norte de Cuiabá). Gleici teve 8 perfurações no tórax e pescoço. A filha de 7 anos foi vítima de 7 perfurações pelo corpo, sendo encaminhada para o hospital em estado grave. Posteriormente a menina foi transferida para o Hospital Santa Rosa, em Cuiabá, e recebeu alta no dia 17 de julho.
Daniel foi preso após passar por atendimento médico, depois de tentar tirar a própria vida. O juiz da 2ª Vara Criminal de Lucas do Rio Verde, Fabio Petengill, converteu para preventiva a prisão em flagrante .
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