PMs investigados por suposto elo com morte de advogado voltam às ruas

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O Conselho Permanente de Justiça da 11ª Vara Criminal Especializada de Justiça Militar de Cuiabá revogou, parcialmente, as medidas cautelares dos policiais militares Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso, Wailson Alesandro Medeiros e Wekcerlley Benevides de Oliveira – investigados pelo suposto envolvimento no assassinato do advogado Renato Nery, em julho do ano passado. Reprodução

Os militares Leandro Cardoso, Jorge Rodrigo Martins, Wailson Alesandro Medeiros Ramos e Wekcerlley Benevides de Oliveira

Os policiais estão soltos desde o dia 29 de maio deste ano , após o juiz Francisco Ney Gaíva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá revogar as prisões preventivas. Na época, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) se manifestou pela manutenção da prisão preventiva, enfatizando a gravidade dos fatos, envolvendo agentes públicos, além da “necessidade de resguardar a ordem pública e a credibilidade institucional”. No entanto, o magistrado entendeu que, embora os fatos sejam de “inegável gravidade”, não há elementos novos que demonstrem risco decorrente da liberdade dos acusados.

Nesta semana, durante sessão do Conselho Permanente de Justiça, por maioria de votos e com o voto vencido do juiz João Bosco Soares da Silva, os policiais vão atuar na “atividade-meio” e não no serviço operacional, podendo ainda portar arma de fogo.

“O Conselho Permanente de Justiça, por maioria, vencido o Juiz de Direito, votou pelo deferimento parcial do pleito defensivo, pela revogação parcial das cautelares diversas da prisão, revogando as cautelares impostas”, consta na decisão.

Apesar disso, ainda há algumas cautelares contra os policiais, como a proibição de manter contato com a vítima e familiares, bem como testemunhas relacionadas ao processo, “mantendo-a incólume, além da ressalva com relação à suspensão do exercício da função pública, revogando-a em parte, a possibilitar o retorno dos réus à atividade, com a ressalva de exercerem a atividade-meio e não no serviço operacional, conforme mídia audiovisual”, diz trecho.

Uma nova sessão de instrução para continuação do ato foi marcada para o dia 1º de setembro de 2025.

Operação Office Crimes

Conforme publicado pelo , os militares foram presos durante a Operação Office Crimes – A Outra Face, no mês de março, suspeitos de intermediar o crime. Além deles, foram presos também o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva (atirador confesso) e o 3º Sargento PM Heron Teixeira Pena Vieira (intermediador confesso), sendo que estes seguem presos após detalharem a participação no crime. 

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Link da Matéria – via RD News

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