
Rdnews/arquivo
A guinada à direita para se incorporar ao bolsonarismo, buscando potencializar sua pré-candidatura a governador de Mato Grosso trouxe a Wellington Fagundes (PL) não só ganhos, mas também perdas políticas.
Como virou oposicionista, passou a trabalhar com emendas que não somam R$ 100 milhões, enquanto senadores aliados, como Jayme Campos, movimentam cerca de R$ 400 milhões do orçamento da União.
Os cargos federais no Estado que estavam na cota do senador “bolsonarista” desde a época em que foi deputado federal foram transferidos para parlamentares da base. Indicação para o Dnit-MT, por exemplo, sempre foi de Wellington, principalmente nos governos petistas de Dilma e Lula. Agora, estão sob controle do senador licenciado e ministro Carlos Fávaro (Agricultura), do PSD.
Como entrou no caminho sem volta da direita, Wellington não tem outra alternativa na corrida para 2026 senão se esforçar para convencer os chamados conservadores a lhe abraçar nas urnas.
Parte desse espectro político identificado como bolsonaristas ainda está mais próximo de Otaviano Pivetta (Republicanos), vice-governador que pretende concorrer ao Palácio Paiaguás, do que do próprio senador do PL.

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