SES, Câmara e Prefeitura negam vínculo com a Bioseg; Governo apura terceirizadas

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A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES), a Câmara de vereadores de Cuiabá e a Prefeitura da Capital emitiram notas, informando não possuírem vínculo contratual com o laboratório Bioseg Médica Laboratorial, interditado, nesta sexta-feira (15), durante a Operação Contraprova, suspeito de falsificar exames laboratoriais . A SES declarou ainda que vai apurar se há empresas contratadas pela Pasta que utilizam os serviços do referido laboratório. 

“Já estamos trabalhando neste levantamento junto aos prestadores de serviço. Caso seja observado que o laboratório realizou exames para os nossos prestadores, exigiremos que todos eles sejam refeitos por outro laboratório”, declarou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

PJC-MT

Em nota, a Câmara afirmou que o contrato firmado com a Bioseg se encerrou em maio deste ano e que a atual gestão optou pela não renovação da prestação dos serviços. Além disso, se colocou à disposição para prestar esclarecimentos, se necessário. 

Já a Prefeitura declarou que a Operação Contraprova “é resultado de denúncias da atual gestão em relação a contratos da gestão anterior”. Tais denúncias teriam sido realizadas no mês de abril, após o laboratório ter sido interditado pelas autoridades policiais. 

“A Prefeitura de Cuiabá reforça que todos os contratos com a referida empresa, firmados na gestão passada, passam por reanálise para verificação da legalidade e eficiência”.

Operação Contraprova

Os donos da rede de laboratórios Bioseg foram alvos da Operação Contraprova, deflagrada na manhã desta sexta-feira (15), pela Polícia Civil de Mato Grosso, por suspeita de fraudes e falsificações de exames laboratoriais em três unidades do estado: em Cuiabá, Sinop e Sorriso.  São cumpridas 11 ordens judiciais contra os proprietários. Um dos sócios, responsável técnico pelo laboratório, foi preso. 

Além da prisão preventiva, foi cumprida busca e apreensão nas residências dos sócios e unidades da empresa, interdição judicial das três unidades, suspensão do registro de biomédico do sócio preso, suspensão de contratos do laboratório com o Poder Público e proibição dos sócios de contratar com órgãos públicos da União, Estados e Municípios.

A rede, identificada por meio de investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), realizava exames para diversos órgãos públicos, como a Câmara e a Prefeitura de Cuiabá, e também para clínicas médicas particulares, nutricionistas e um convênio médico, além de atender pacientes particulares. (Com informações da assessoria)Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

Link da Matéria – via RD News

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