
O biomédico Igor Phelipe Gardes Ferraz, preso na manhã desta sexta-feira (15), durante a Operação Contraprova da Polícia Civil, que investiga fraudes e falsificações em exames laboratoriais, é servidor comissionado da Câmara de Cuiabá. Desde 06 de junho, ocupa o cargo de assessor parlamentar externo VIII no gabinete do vereador Gustavo Padilha (PSB), com salário de pouco mais de R$ 2,2 mil.
Igor Phelipe Gardes Ferraz também atuava como responsável técnico da Bioseg Médica Laboratorial. Segundo as investigações, o laboratório emitia laudos falsos sem realizar a análise das amostras coletadas. Reprodução
Biomédico Igor Phelipe Gardes Ferraz
A investigação aponta que os materiais biológicos dos pacientes eram descartados sem qualquer exame e os resultados eram forjados pelo biomédico.
A Bioseg prestava serviços para órgãos públicos, o que incluiu Câmara e a Prefeitura de Cuiabá. Clínicas particulares, nutricionistas, convênios médicos e pacientes particulares também eram atendidos pelo laboratório.
Em nota, a Câmara de Cuiabá informa que não mantém qualquer vínculo contratual com a empresa investigada. Além disso, informa que o encerramento do contrato ocorreu no mês de maio, ocasião em que a atual gestão optou pela não renovação da prestação dos serviços.
“O Legislativo Municipal reafirma seu compromisso com a ética, a legalidade e a transparência, colocando-se à disposição da sociedade e das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos que se fizerem necessários”, diz trecho do documento.
A Prefeitura de Cuiabá afirma Operação Contraprova, deflagrada pela Polícia Civil contra a empresa Bioseg Médica Laboratorial, é resultado de denúncias da atual gestão em relação a contratos da gestão anterior. Após a denúncia em abril, o laboratório suspeito de falsificar exames foi interditado pelas autoridades.
“A Prefeitura de Cuiabá reforça que todos os contratos com a referida empresa, firmados na gestão passada, passam por reanálise para verificação da legalidade e eficiência” diz a nota divulgada hoje.
O vereador Gustavo Padilha diz que foi pego de surpresa com a prisão do assessor. Além disso, anunciou a decisão de exonerá-lo e que o caso agora está sob responsabilidade de Justiça. Reprodução
Vereador Gustavo Padilha
Investigação
A investigação começou em abril, após denúncia à Vigilância Sanitária de Cuiabá sobre falsificação de exames. À época, uma unidade do Bioseg foi interditada e o responsável técnico chegou a ser preso em flagrante.
Hoje, além da nova prisão de Igor Phelipe Gardes Ferraz , a Justiça determinou mandados de busca e apreensão nas casas dos sócios e nas unidades da Bioseg; interdição judicial das três unidades do laboratório; suspensão do registro profissional do biomédico preso; cancelamento de contratos da empresa com órgãos públicos; e proibição de os sócios firmarem novos contratos com União, estados ou municípios.
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