
O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) minimizou o pacote “antitarifaço” apresentado pelo presidente Lula (PT), estimado em R$ 30 bilhões em crédito para socorrer exportadores brasileiros afetados pelas sanções de 50% , impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O norte-americano tem classificado o Brasil como um péssimo parceiro econômico, mesmo levando vantagem, e usou isso como justificativa para sanções – além disso, condicionando questões políticas de competência exclusiva do Brasil.
AssessoriaALMT
Em entrevista nesta quinta-feira (14), Pivetta foi questionado sobre como enxerga a saída ofertada por Lula para atender os exportadores. Ele avaliou que a medida não deve ter muito efeito, se comparada às reais necessidades do país. No seu entendimento, o crédito ofertado será apenas um “band-aid” “É um curativo no ferimento. Curativo tem que trocar daqui a pouco tempo. Nós trocamos todos os dias. O Governo coloca isso como esmola, não resolve nada”, frisou.
A visão de Pivetta é semelhante a do governador Mauro Mendes (União Brasil), que classificou a medida de Lula como tomar dipirona para tratar um câncer, ou seja, sem efeitos práticos . Ambos defendem que o presidente petista busque o diálogo com a Casa Branca sem vaidades e resolva o problema. Antes de sancionar o tarifaço, Trump isentou quase 700 produtos brasileiros da taxa de 50%, incidindo apenas 10%.
Quando questionado quais serão as ações do Governo de Mato Grosso para ajudar os exportadores, principalmente do setor madeireiro, Pivetta indicou que o tema ainda está em fase de estudos, sem qualquer tipo de garantia de que haverá suporte autorizado por Mauro: “Estamos estudando isso, entendendo qual a dimensão do problema e logo o governador deve alguma medida ou não, dependendo da avaliação”.
O presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem-MT), Ednei Blasius, revelou que já há linhas de produção paralisadas no estado por causa do “tarifaço”, sendo que outras empresas estudam dar férias coletivas para seus funcionários ou promover demissões. O setor aponta que, hoje, gera mais de 12 mil empregos diretos e mais de 40 mil empregos indiretos.
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