
O governador Mauro Mendes (União) nega que a reunião com outros governadores, como Tarcísio de Freitas (São Paulo), não teve o objetivo de pressionar o governo federal em meio às negociações contra o tarifaço do presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Mauro garante que procura manter uma relação respeitosa com Lula e que o encontro buscou debater a conjuntura econômica.
Perguntado sobre o anúncio “pacote anti-tarifaço” com socorro de R$ 30 bilhões aos setores impactados, Mauro avalia que medida é ineficiente. “É como você ter um câncer, um diagnóstico de câncer ali e começar a tomar de dipirona, novalgina ou algum chá. É bom, vai aliviar a dor no primeiro momento? Vai. Mas não vai resolver o problema”, dispara Mauro, em entrevista à imprensa, durante a reforma e ampliação da Escola Estadual Alice Fontes, em Cuiabá, na manhã desta quinta (14).
O chefe do Paiaguás voltou a defender que o Brasil precisa urgentemente, de alguma forma, abrir o diálogo e construir uma solução para esse problema. “Não é se ausentando dele ou ficar tomando as medidas paliativas aqui que vai resolver. Porque se o embargo continuar, se essa crise diplomática com os Estados Unidos aumentar, isso vai ser muito ruim. O governo vai postergar por dois meses o pagamento dos impostos dessas empresas, mas daqui dois meses elas vão ter que pagar. E aí, se elas não conseguirem exportar, conseguir outras alternativas?”, ressalta Mauro.
Mayke Toscano/Secom
Apesar das críticas, Mauro reconhece que o governo Lula está correto ao socorrer emergencialmente os setores, sendo necessário, em paralelo, o diálogo para tentar evitar que essa escalada continue. “Você tem até o exemplo, o Xi Jinping [presidente da China] falou mais de uma dezena de vezes com o Trump no auge de uma crise entre as duas maiores potências. Então, nós, Brasil, aqui não podemos nos dar esse luxo de abrir mão desse diálogo e achar que nós não precisamos de ter relações comerciais com a maior potência do planeta”.
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