
O empresário Idirley Alves Pacheco , de 40 anos, foi indiciado pela morte do ex-jogador de vôlei Everton Pereira Fagundes da Conceição , o Boi, ocorrido em Cuiabá. Ele deve responder pelos crimes de homicídio qualificado por meio cruel e recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima.
Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu no dia 11 de julho, quando a vítima sofreu seis disparos de arma de fogo, a maioria à curta distância, que atingiram as regiões da cabeça, pescoço e costas. No curso da investigação ficou demonstrado que Everton, embora tivesse conhecido o suspeito e sua ex-mulher há pouco tempo, passou a manter um contado próximo com eles. De acordo com a PJC, ele teria iniciado um relacionamento amoroso com a ex-esposa de Idirley, o que teria motivado o crime.
Reprodução
As investigações apontaram que o Idirley era uma pessoa possessiva, ciumenta e não aceitava o término do relacionamento com a ex-companheira, que já havia registrado boletim de ocorrência e solicitado medidas protetivas contra ele semanas antes do crime.
Com a intenção de praticar o crime, o suspeito teria solicitado a ajuda ao ex-atleta para guardar um veículo, alegando a intenção de escapar de uma suposta busca e apreensão veicular. No entanto, durante o deslocamento, o ex-jogador foi rendido e, sob a mira de uma arma de fogo, conduziu o veículo VW/Amarok até se chocar com outro veículo, quando foi atingido por seis disparos de arma de fogo, que teria sido efetuados por Idirley – que em seguida fugiu do local.
As investigações também demonstraram que o suspeito dispensou a arma usada no crime e sonegou o seu aparelho celular e, além disso, após o crime teria ligado para parentes da ex-esposa para intimidar e proferir ameaças.
Após ser preso e interrogado, ele confessou a prática do crime, no entanto, negou que a motivação fosse passional, alegando supostas extorsões praticadas pela vítima, o que não foi comprovado nas investigações. João Aguiar/Rdnews
Idirley Alves Pacheco, no momento em que foi preso
O investigado também afirmou que arma usada no crime pertencia à vítima e que teria tomado do ex-atleta enquanto ele conduzia o veículo, com a intenção de se defender, alegando ainda que os disparos ocorreram por causa do acidente de trânsito. Porém ficou demonstrado que o autor possuía arma e costumeiramente andava armado, ao contrário da vítima, que não foi encontrado nenhum elemento que indicasse ser possuidora ou detentora de arma de fogo.
O inquérito foi remetido ao Poder Judiciário onde ficará à disposição do Ministério Público para análise e possível oferecimento de denúncia. Também foi pedida a conversão da prisão temporária em prisão preventiva para que o investigado continue preso durante a fase processual.
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