Canetas injetáveis para emagrecer passam a ser produzidas no Brasil

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O Brasil começou a produzir canetas injetáveis à base de liraglutida, substância usada no tratamento da obesidade. Após a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), duas versões nacionais chegaram ao mercado: Olire e Lirux. Ambas prometem maior acessibilidade em comparação à importada Saxenda, até então a única disponível no país.

Com a popularização nas redes sociais e da expectativa por preços mais baixos, vale reforçar: o medicamento exige prescrição médica, acompanhamento profissional e mudanças reais no estilo de vida para ter efeito duradouro.

 “É um recurso importante no tratamento da obesidade, mas que deve ser usado com critério. Não é um remédio para emagrecimento estético, nem substitui alimentação saudável e exercícios físicos”.

Arquivo/AT

Quem pode usar?

 As canetas de liraglutida são indicadas apenas para pessoas com obesidade (IMC ≥ 30) ou sobrepeso (IMC ≥ 27) associado a doenças como diabetes tipo 2, hipertensão ou colesterol alto. O uso sem recomendação médica é inadequado e pode trazer riscos como hipoglicemia, náuseas intensas, desidratação e alterações gastrointestinais.

Além disso, o acompanhamento com nutricionista é essencial para garantir que o emagrecimento seja saudável e evitar efeitos colaterais. “A medicação pode reduzir o apetite, mas não resolve hábitos alimentares desregulados. O paciente precisa estar disposto a mudar a relação com a comida e o estilo de vida como um todo”.

​Cuidado com falsificações

Com a alta na procura, cresce o número de canetas falsificadas sendo vendidas irregularmente, principalmente nas redes sociais e em sites de terceiros. A orientação é clara: o medicamento só deve ser comprado com receita médica e em farmácias autorizadas.

Produtos sem procedência podem conter substâncias desconhecidas ou estar mal armazenados, o que representa risco grave à saúde. “Canetas verdadeiras têm número de lote, bula e são refrigeradas. Comprar por marketplaces ou redes sociais é perigoso e pode colocar o paciente em risco”.

Nova fase, com responsabilidade

A chegada de Olire e Lirux inaugura uma nova fase no tratamento da obesidade no Brasil, com maior oferta de medicamentos à base de liraglutida. No entanto, lembre-se que não existe fórmula mágica: o uso seguro e eficaz depende de indicação correta, suporte profissional e mudança de hábitos.

Link da Matéria – via RD News

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