
O prefeito Abilio Brunini (PL) e seu antecessor Emanuel Pinheiro (MDB) trocaram acusações pelas redes sociais por conta do bloqueio do envio de recursos provenientes de emendas parlamentares para Cuiabá, após gestão anterior não prestar contas de R$ 10,1 milhões em transferências diretas chamadas de Emendas Pix. Os recursos que geraram o bloqueio advêm de indicações dos deputados federais Emanuelzinho (MDB), Professora Rosa Neide (PT) e do senador Jayme Campos (União Brasil)
Abilio esteve em Brasília tentando reverter a situação junto ao Congresso e ao Poder Judiciário. Atualmente, há R$ 5,7 milhões bloqueados por conta da falta de transparência de emendas anteriores destinadas na gestão passada.
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Emanuel Pinheiro, que também estava em Brasília, gravou vídeo convidando Abilio para reunião onde a questão seria esclarecida. No entanto, o prefeito não compareceu.
No vídeo, Emanuel disse que ambos se encontraram no voo para Brasília na última segunda-feira (04) e se cumprimentaram rapidamente. Depois, lembrou que Abilio costuma falar que não precisa de recursos do governo federal nem quer relacionamento com o presidente da República Lula (PT).
“Agora tá aqui em Brasília e igual um maluco, corre atrás do Lula? Eu até achei que você veio pra andar de skate aqui, mas vamos fazer o seguinte: Eu estou aqui em Brasília, precisamente no gabinete do deputado federal Emanuelzinho. Vem aqui que nós vamos te ajudar e esclarecer, tirar todas as suas dúvidas com relação a essas emendas e a tudo que diga respeito a Cuiabá. Eu, por mais que eu acredite que o seu motivo de estar aqui em Brasília é outro, e está todo mundo vendo isso, Cuiabá sabe que pode sempre contar comigo”, disse Emanuel.
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Como resposta, Abilio postou que o Tribunal de Contas da União (TCU) quer saber o destino das emendas. Além disso, anunciou que o caso está na Controladoria-Geral do Município e será judicializada.
Como provocação, Abilio ainda publicou a imagem de Emanuel guardando maços de dinheiro no paletó. Em 2017, o vídeo foi anexado junto à delação do ex-governador Silval Barbosa, que foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em que ele apontava o pagamento de propina para políticos do estado. De acordo com o depoimento de Silval, ele também recebia dinheiro para favorecer assuntos do governo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
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