
As agressões cometidas por um grupo de quatro adolescentes a uma estudante , aconteceram no pátio da Escola Estadual Carlos Hugueney, em Alto Araguaia (a 415 km de Cuiabá). A unidade é monitorada por câmeras do Vigia Mais MT, mas o caso aconteceu em um ponto cego, afirmou o secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp), coronel César Roveri, nesta quarta (06).
João Aguiar/Rdnews
Conforme já divulgado pelo , o caso veio à tona após as próprias adolescentes se gravarem agredindo uma menina. Nas imagens, é possível ver a estudante sendo colocada de joelhos enquanto passa pela sessão de espancamento. Ela é agredida com socos na cabeça, nas costas, costela, chutes e até mesmo com um cabo de vassoura.
Segundo Roveri, a câmera não flagrou as agressões, mas a garante que a situação será corrigida. “As câmeras não pegaram o fato, ali é um ponto cego e a gente está verificando essa situação para que aquilo ali também tenha cobertura de câmeras”, afirma.
“O programa está em todas as escolas. Temos coberturas nas partes internas e na parte externa fazemos uma espécie de cerca virtual para fazer a cobertura da entrada, muro e adjacências, de acessos de pessoas de fora ou de crianças que podem sair da escola, para proteger o patrimônio e principalmente os estudantes. Mas isso [ponto cego] pode e será corrigido facilmente”, completa.
O delegado Marcos Paulo Batista de Oliveira, responsável pelo caso, revelou que as garotas teriam ainda espancado outras quatro colegas que “descumpriram” as regras do grupo.
Reprodução
Segundo o delegado, o grupo, que também inclui a vítima, é formado por cerca de 20 alunas que adotavam regras semelhantes às de facções. “Talvez inspirados por essa bandidolatria que infelizmente está consumindo o nosso país, resolveram criar um grupo definindo regras, líder, disciplina, copiando mais ou menos o que ocorre dentro das facções criminosas”, explica.
Na terça-feira (05), o delegado concluiu o procedimento e o encaminhou ao Ministério Público, sugerindo a internação das adolescentes pelos atos infracionais análogos aos crimes de tortura e integração de organização criminosa, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O pedido foi acatado pela Justiça . Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

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