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Coronel Fernanda, José Medeiros, Coronel Assis e Rodrigo da Zaeli
Os deputados federais Coronel Fernanda, José Medeiros e Rodrigo da Zaeli, todos filiados ao PL; e Coronel Assis (União) estão entre os parlamentares que ocuparam o Plenário da Câmara Federal. Com mordaças na boca, os três bolsonaristas fazem duras críticas à atuação do ministro do STF Alexandre de Moraes, que decretou a prisão domiciliar do ex-presidente da República Jair Bolsonaro, principal liderança do PL e da direita brasileira.
“Quando até a fala de um parlamentar é calada, a democracia está em risco. A mordaça representa o silêncio imposto a quem ousa questionar. Não é sobre direita ou esquerda. É sobre liberdade!”, dispara Fernanda no Instagram.
Ex-vice-líder do governo, durante a gestão Bolsonaro, e pré-candidato ao Senado com a benção do Capitão, Medeiros aparece amordaçado em vários vídeos. Em um deles, o federal mato-grossense, além da boca, está com os olhos e ouvidos tapados com fitas de esparadrapo. “Senhores Hugo Motta e Davi Alcolumbre não dá mais para fingir que esse ataque à direita é sério. Não dá mais para ignorar as ruas, não dá mais para virar as costas para as prisões políticas, para as perseguições e ativismo judicial, para o ódio e a vingança tomando o lugar da técnica jurídica”, reclama Medeiros.
Rodrigo, por sua vez, faz questão de frisar que está entre os federais que estão obstruindo o início dos trabalhos no Congresso, que deveriam ser retomados hoje. “Nós estamos apenas ocupando a Mesa Diretora com um esparadrapo na boca, fazendo um toque de silêncio. Porque não há justiça sem anistia aos presos no dia 8 de janeiro. Essa ditadura da toga que nós estamos vivendo está colocando o nosso país de joelho a um Supremo que de Supremo não tem nada. Diga não a essa censura que eles estão colocando, diga não a essa ditadura da toga. Nós vamos continuar aqui firmes no plenário federal”.
Já Assis frisa que o ato é um protesto contra o grave cerceamento à liberdade de expressão e à liberdade de ir e vir que foi imposta a Bolsonaro. “Estamos diante de uma aberração, com o Brasil sendo jogado às traças e a Constituição sendo corroída por decisões autoritárias e revanchistas”, avalia o deputado Coronel Assis.
A promessa do grupo é que vão obstruir a pauta do Congresso Nacional até que os presidentes Hugo Motta (Republicanos-PB), da Câmara, e Davi Alcolumbre (União-AP), do Senado, dialoguem sobre a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e sobre projetos “anti-STF” – apelidadas de “pacote da paz”.
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