
Reprodução de vídeo
O deputado federal por Mato Grosso Nelson Barbudo (PL) foi para Brasília participar da mobilização dos deputados e senadores da oposição contra a prisão domiciliar do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. No entanto, passou mal, precisou ser hospitalizado e acompanhou a movimentação política pelo celular.
“Olá pessoal, aqui o deputado federal Nelson Barbudo, acompanhando a coletiva de imprensa. Quero dizer para vocês que eu vim ontem para Brasília, mas passei mal. Uma cólica intestinal e estou em tratamento aqui na Unimed.E assim que termine meus exames, eu estarei junto com vocês para defender as nossas pautas do nosso querido Brasil”, disse Barbudo, sentado em cadeira de rodas, em vídeo postado nas redes sociais, nesta terça-feira (05). Veja Abaixo
O grupo também anunciou que vai passar a obstruir os trabalhos da Câmara e do Senado. A medida é um instrumento utilizado por congressistas para atrapalhar e bloquear votações no Congresso Nacional.
O grupo deu uma coletiva de imprensa do lado de fora do edifício em Brasília, nesta manhã. Depois, seguiu para o plenário da Câmara dos Deputados, onde se reuniu no local destinado à Mesa Diretora da Casa com esparadrapos na boca.
Anistia ampla e irrestrita
Filho do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou o que o grupo chamou de um “pacote da paz”.
Entre as medidas, segundo ele, estão a defesa da aprovação de um perdão aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, proposta paralisada na Câmara. Além disso, o grupo também disse que vai trabalhar para aprovar o fim do foro privilegiado a parlamentares.
O “pacote de paz”, defendido pela oposição, também prevê a defesa do impeachment do ministro Alexandre de Moraes. A análise deste tipo de medida cabe ao Senado.
Prisão Domiciliar
Jair Bolsonaro teve a prisão domiciliar por Alexandre de Moraes, na noite dessa segunda (04).
Em julho, o ex-presidente já havia se tornado alvo de uma série de medidas cautelares por suposta tentativa de obstrução do processo no qual é réu por tentativa de golpe de Estado.
Ao determinar a prisão domiciliar de Bolsonaro, Moraes considerou que o ex-mandatário havia descumprido uma das medidas anteriormente impostas contra ele — a proibição de acesso às redes sociais, mesmo que por terceiros.
Segundo a decisão, no último domingo (03), Jair Bolsonaro utilizou perfis de terceiros para participar remotamente de atos contra o STF e a favor das sanções econômicas do governo dos Estados Unidos contra o Brasil.
Alexandre Moraes proibiu visitas ao ex-presidente, com exceção de advogados e pessoas autorizadas pela Corte. Também vetou o uso de celulares, redes sociais e contato com embaixadores.
“O descumprimento das regras da prisão domiciliar ou de qualquer uma das medidas cautelares implicará na sua revogação e na decretação imediata da prisão preventiva”, escreveu o magistrado. (Com informações do G1)
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