
O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, descartou a possibilidade da primeira-dama de Cuiabá e vereadora, Samantha Iris, compor como o atual vice-governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), em um projeto ao Governo do Estado em 2026. Segundo ele, existe margem para o partido apresentar um “cabeça de chapa” puramente bolsonarista. Nos últimos anos, o estado tem se mostrado mais alinhado à direita e simpatizante ao ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL).
Rodinei CrescêncioRdnews
Neste cenário, candidaturas do PL têm obtido maior êxito. Nas eleições de 2024, o partido conquistou 22 cidades de Mato Grosso, incluindo as 4 maiores: Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Sinop . A situação lhe rendeu uma base de 1,7 milhão de habitantes. Em conversa com a imprensa, Ananias Filho pontuou que não há conversas para Samantha ou outro nome compor como vice: “O PL não buscou, não tem essa conversa e eu quero deixar bem claro”.
“Vou falar o que eu falava em todas as eleições municipais. Falavam: ‘Olha, nós vamos ter um vice aqui para compor com União Brasil’. Eu falei: ‘Vocês vão compor com outro, vocês tem que ter é candidatura. Tem que tomar juízo e lançar candidatura própria porque retrato de vice eu nunca vi na parede’. Então, para que que eu quero lutar por vice? Eu quero ser a cabeça de governo no ano que vem, até porque fizemos o dever de casa e construímos musculatura para trabalharmos candidaturas”, argumentou.
“ Tem que tomar juízo e lançar candidatura própria porque retrato de vice eu nunca vi na parede”
Dentro do PL o nome que tem buscado se viabilizar como cabeça de chapa é o senador Wellington Fagundes, que adotou o perfil de opositor ferrenho ao Governo do presidente da República Lula (PT), dando sinais de que é um “bolsonarista legítimo”. Ele possui resistência do eleitorado mais radical, que o exerga como “melancia” – verde por fora e vermelho por dentro – por apoiado governos petistas no passado. Contudo, segue buscando apoio de lideranças políticas e da sociedade.
Outro nome que chegou a ser cotado era do empresário Odílio Balbinotti (sem partido), mas se viu ofuscado por Wellington Fagundes. Além de Pivetta, Jayme Campos (União Brasil) também se coloca como possível candidato a governador.
Na esquerda, o cenário ainda é incerto, pois o melhor posicionado, senador licenciado e ministro Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), quer ir à reeleição, abrindo brecha para Zé do Pátio, ex-prefeito de Rondonópolis, que está trocando PSB por PV. Outro nome cotado no bloco lulista é a médica Natasha Slhessarenko (PSD)

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