
A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar um tarifaço sobre produtos brasileiros caiu como uma “bomba” no setor madeireiro de Mato Grosso. O decreto assinado nesta quarta-feira (30) impõe uma tarifa adicional de 40%, elevando para 50% o total de impostos sobre itens importados do Brasil. Para o Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (CIPEM), o impacto pode ser devastador para as mais de 500 indústrias que compõem a cadeia produtiva da madeira no estado.
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Por meio de nota, o CIPEM afirmou que, somente em 2024, Mato Grosso exportou US$ 67,7 milhões em produtos madeireiros, dos quais US$ 12,2 milhões foram enviados aos Estados Unidos — principal destino das peças de maior valor agregado, como decks e pisos com acabamento específico para o mercado norte-americano.
“A preocupação recai, principalmente, com relação aos produtos de maior valor agregado, como deck e piso com e sem verniz, que representam grande parte das mercadorias enviadas aos Estados Unidos. Vale lembrar que este tipo de produto é feito sob encomenda e possuem medidas específicas que atendem ao mercado norte-americano, o que inviabiliza a venda para outros clientes”, diz trecho da nota.
A entidade afirma que acompanha de perto os desdobramentos do decreto, mas critica a falta de clareza do documento norte-americano, que não especifica quais produtos exatamente serão afetados pela nova tarifa. Sem a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), o texto deixa o setor em suspenso.
“É urgente uma solução rápida e responsável para evitar prejuízos à cadeia produtiva”, diz o comunicado. O CIPEM defende que o governo brasileiro entre em campo, com ações emergenciais como linhas de crédito, abertura de novos mercados e menos burocracia para exportar.
Segundo a entidade, medidas unilaterais como essa comprometem contratos em andamento e fragilizam o setor, que já opera em meio a desafios logísticos, cambiais e regulatórios.
Ao , a assessoria do CIPEM afirmou que a entidade busca agendar uma reunião junto ao Governo do Estado para verificar a possibilidade de algum tipo de auxílio ao setor. “Isso já está sendo trabalhado, estamos acompanhando tudo certinho, tanto regionalmente quanto nacionalmente”, pontua.Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

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