
O juiz Moacir Rogério Tortato, do Núcleo de Justiça 4.0 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), decidiu manter a prisão de sete pessoas detidas preventivamente durante a Operação Sepulcro Caiado, deflagrada pela Polícia Civil na última quarta-feira (30). Os investigados são apontados como membros de um grupo suspeito de desviar cerca de R$ 21 milhões dos cofres do Judiciário, utilizando a Conta Única do TJMT.
PJC/MT
As audiências de custódia ocorreram entre a tarde de quarta (30) e a manhã de quinta-feira (31). Como já noticiado pelo , Luiza Rios Ricci Volpato , mãe de João Gustavo Ricci Volpato — apontado como líder do esquema — foi a única liberada. O magistrado considerou sua idade avançada e o fato de ela não participar ativamente da gestão de uma das empresas investigadas.
João Gustavo, por sua vez, teve a prisão mantida e foi encaminhado ao presídio Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande. Seu irmão, Augusto Frederico Ricci Volpato, considerado o braço operacional do grupo, também permanece preso.
Melissa Franco Praeiro Vasconcelos de Moraes teve a prisão preventiva convertida em medidas cautelares, em razão do seu estado avançado de gestação. Ela entregou o passaporte à Justiça, mas não usará tornozeleira eletrônica.
O marido de Melissa, Wagner Vasconcellos de Moraes, tentou autorização para acompanhá-la em casa durante a gestação, mas o pedido foi negado. Ele permanece detido preventivamente e foi transferido para Rondonópolis.
Os advogados Rodrigo Moreira Marinho, João Miguel da Costa Neto e o empresário e também advogado Themis Lessa da Silva continuam presos, por decisão judicial. Todos devem permanecer no presídio Ahmenon Lemos Dantas. Já os juristas Régis Poderoso de Souza e Denise Alonso ainda não passaram pela audiência de custódia.
O servidor do TJMT, Mauro Ferreira Filho, ainda não foi localizado e é considerado foragido.
Operação Sepulcro Caiado foi deflagrada pela Polícia Civil nessa quarta-feira (30) e a ação culminou na prisão de 10 pessoas, entre advogados e empresários.
O caso será investigado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que assumiu o controle das investigações nesta quarta-feira (31). A ação subiu para o STJ por suspeita de envolvimento no esquema de pessoas com ligações diretas a magistrados, o quais possuem foro por prerrogativa de função.
Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI)

Faça um comentário