Investigação começou após empresário descobrir bloqueio de R$ 17 mil; entenda

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PJC

A Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá deflagrou a Operação Sepulcro Caiado, na manhã desta quarta-feira (30), com o objetivo de desarticular um suposto grupo criminoso responsável por fraudes que teriam causado prejuízo de R$ 21 milhões aos cofres públicos. Entre os alvos, estão advogados e servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Segundo a Polícia Civil, são cumpridas 160 ordens judiciais, sendo 11 mandados de prisão preventiva, 22 mandados de busca e apreensão, 16 ordens de bloqueio judicial totalizando mais de R$ 21,7 milhões, além de 46 quebras de sigilo fiscal e bancário e sequestro de 18 veículos e 48 imóveis. As ordens judiciais são cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande e na cidade de Marília (SP). Veja aqui o nome dos alvos.

Conforme apurado pelo , a investigação começou após um empresário registrar um Autor de Termo Preliminar, em janeiro deste ano. Ele relatou que tentou realizar um pagamento com seu cartão e descobriu um bloqueio judicial de R$ 17.543,36 em sua conta bancária.

Ao procurar esclarecimentos, descobriu que era réu em nove processos judiciais, nos quais apareciam quitações de dívidas que somavam mais de R$ 680 mil, sem que ele tivesse feito tais pagamentos e/ou contratado advogado.

Ele afirmou que tinha uma dívida antiga de cerca de R$ 17 mil, referente a um empréstimo pessoal firmado em 2014, mas desconhecia os processos e a atuação do advogado que aparecia como seu procurador no processo.

Essa denúncia levou a Polícia Civil a abrir investigação, onde se descobriu que o mesmo padrão ocorria com outras vítimas.

Condutas ilícitas

Entre as condutas que teriam sido praticadas pelo grupo investigado estão a cobrança judicial de valores muito superiores às dívidas reais; inserção de advogados para representar falsamente as vítimas; apresentação de comprovantes de pagamento forjados; criação de documentos falsos por servidores públicos; expedição de alvarás e levantamento dos valores inexistentes; Lavagem do dinheiro através de complexa rede de empresas e contas.

Colaboração institucional

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso auxiliou a identificação das irregularidades e procedimentos fraudulentos em seus sistemas internos, demonstrando compromisso com a transparência e o combate à corrupção.

A investigação continua para identificar outros envolvidos e processos fraudulentos, havendo indícios de que o esquema pode ter proporções ainda maiores.

Nome da operação

Sepulcro caiado é uma expressão que se refere a pessoas ou situações que aparentam ser boas, justas ou corretas por fora, mas que, por dentro, são corruptas, hipócritas ou más.

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Link da Matéria – via RD News

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