Presidente do PL diz que operação não tem relação política

Imagem

O presidente do PL em Cuiabá, Ananias Filho, comentou que a nova operação na Câmara de Cuiabá não respinga no grupo, apesar de ter como alvo o vereador Chico 2000, filiado a sigla até bem pouco tempo. Ananias afirma que em fevereiro, quando houve a Operação Perfídia, Chico já havia recebido a carta de anuência para sair.

Chico 2000 está afastado do cargo desde 29 de abril, quando foi deflagrada a primeira fase da operação que apura corrupção do parlamentar e do colega de Câmara Sargento Joelson (PSB). Ambos teriam solicitado propina a um funcionário da empresa responsável pelas obras do Contorno Leste, em troca da aprovação de um projeto de lei que viabilizou pagamentos por parte da Prefeitura em 2023.

Nesta terça-feira, a polícia realizou buscas na Câmara a fim de recolher imagens de que possam indicar que os vereadores tenham descumprido medica cautelar que os impede de frequentar o ambiente legislativo.

Questionado se a acusação de corrupção respinga no partido, o presidente afirma que a operação não tem relação política.
“Primeiramente a parte de investigação é completamente desassociada da parte política. Não tem nada de política nisso. A relação com Chico permanece igual tal qual estava em fevereiro. Ele tinha pedido a anuência para deixar o partido, mas ficaria na base. Esta era a palavra dele”, ponderou o presidente.

Além de afirma que a investigação é algo pessoal e não partidário, Ananias destacou que Chico já estava fora do PL quando houve a apuração.

“ Ele recebeu a carta de anuência do partido Valdemar da Costa Neto, pelo Ananias Filho e pelo presidente Benedito Lucas. Portanto, já estava desvinculado do partido pela carta de recebeu”, justificou.

O presidente também destacou que não há como dizer se a cassação de Chico é “boa ou ruim” ao grupo, até porque no momento não há processo para afastamento do vereador.

Fora do cargo desde abril, Chico e Joelson seguem recebendo seus salários normais. O ex-liberal já tentou recursos para voltar ao parlamento, mas todos foram negados. Sargento Joelson não impetrou nenhum apelo para derrubar a decisão judicial que o afastou.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*