Prefeito estuda romper gestão plena da Saúde em Cuiabá: “Não é vantajoso”

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O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) revela que sua equipe técnica estuda a possibilidade de romper a gestão plena da Saúde de Cuiabá e devolver a administração da alta e média complexidade apenas para o governo do Estado. Segundo o liberal, o modelo atual não é vantajoso para o município porque a Capital recebe recursos escassos e não tem, por exemplo, o controle sobre a regulação de seus pacientes.

“A gestão plena define que todos os grupos federativos, participantes dessa gestão da saúde, que é o Estado, que é o governo federal, eles fazem o repasse ao município, que município faz a administração total da saúde do Cuiabá. Para mim isso já não tem mais vantajosidade. Por quê? Porque já existe outro grupo já investido nisso”, argumenta.

Victor Ostetti/MidiaNews

Para sustentar sua posição, o prefeito salienta que o governo está prestes a Inaugurar o Hospital Central e que já toca a Santa Casa, o Hospital do Câncer e o Hospital Geral; e que o Julio Muller está sob gestão do governo federal. 

“Você tem outros hospitais que já estão com recursos diretos e aplicação direta e a própria regulação dos pacientes está com o governo do Estado. A gente não regula. Se o paciente chega no HMC, ele vai direto para a sala vermelha. Se ele precisar de uma UTI dentro do próprio HMC, a gente não pode colocar o paciente na UTI. O paciente que está lá na sala vermelha, na urgência-emergência do HMC, do próprio hospital, que é só carregar no corredor e colocar dentro da UTI, ele não pode. Porque é o Estado que regula esse paciente para dizer se ele pode ou não ir para a UTI”, reclama Abilio, que frisa que o governo decide se a UTI será destinada a um paciente da Capital ou de outra cidade de Mato Grosso.

“O paciente da UPA depende do governo do Estado para ir para o hospital do HMC, para o Pronto Socorro, São Benedito. Nesse modelo, eu acho que a gestão plena já começa a não fazer mais tanto sentido. E aí, separaria”, avisa o liberal.

Desde que assumiu a prefeitura, Abilio tem cobrado que o governo permita que a prefeitura faça a regulação dos pacientes nas unidades geridas pela prefeitura. O secretário estadual de Saúde Gilberto Figueiredo, por sua vez, tem dito que o Estado não aceita fazer essa mudança. “Quem paga por esse serviço é o Governo do Estado e o Governo Federal. E quem vai fazer a regulação disso somos nós. Esses serviços não pertencem a um município específico, são destinados a todos os cidadãos mato-grossenses, financiados pelo Estado e pelo Governo Federal”, ressaltou Gilberto.

Abilio então afirma que não vê problemas do governo assumir toda a estrutura da alta complexidade – HMC e São Benedito- e ressalta que o município voltaria a cuidar da saúde primária, das cirurgias eletivas, dos exames e dos cuidados básicos da saúde do município. Gerindo as unidades se saúde básica, Upas, além de centros de referência, de recuperação e de especialidade médica.

Tema, segundo Abilio, começa a ser debatido com o Ministério Público. “Estou me abrindo um espaço de conversa, fazendo as avaliações. O repasse do Estado para o município para auxiliar na saúde é muito baixo. Era pactuado R$ 5 milhões, passa R$ 2,5 milhões [por mês]”, reclama, apontando que situação gera déficit financeiro porque, segundo ele, apenas na empresa Cuiabana, que é HMC e São Benedito, o gasto mensal é de R$ 30 milhões, mas o estado ajuda com apenas 2,5 milhões. Sobre o repasse menor do que o pactuado

“Aí eu poderia aplicar 30 milhões em reforma de todas as unidades básicas, melhoria nos atendimentos, saúde preventiva. E passa a alta complexidade toda para o Estado. Passa para ele o HMC, o São Benedito, tudo. Por mim não tem problema nenhum. Se ele [governo] quiser”.

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Link da Matéria – via RD News

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