
O deputado estadual Julio Campos (União Brasil) ironizou a postura política dos primos Blairo e Eraí Maggi, considerados “barões do agro” de Mato Grosso. Isso porque já pediram votos para o presidente da República Lula (PT), mas circulam entre aliados de Jair Bolsonaro (PL) e participaram de almoço com governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos), no último sábado (19), em Cuiabá.
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Para o Governo de Mato Grosso, os primos Maggi estão fechados com o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que se articula para disputar as eleições de 2026. Inclusive, Blairo chegou a declarar que a eleição de Pivetta garantirá “12 anos de prosperidade”.
“Hoje, Lula. Amanhã, Bolsonaro. Depois de amanhã, Tarcísio. Você conhece o grupo como é. Do lado do vento está tocando, eles estão firmes”, disse Júlio Campos, durante entrevista ao Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real, nessa terça-feira (22).
Ao analisar o cenário político que se desenha, Júlio Campos afirmou que Pivetta será candidato ao Palácio Paiaguás com ou sem o apoio do governador Mauro Mendes (União Brasil). Isso porque tem estrutura para bancar a candidatura.
“Ele [Pivetta] tem o partido que é dele, que é o Republicano. Já tem dois partidos que declararam que vão apoiá-lo, que é o Novo, que esteve com ele, e o PRD do Mauro Carvalho, que também já consolidou. Então, ele já tem três partidos. Ele tem fundo partidário. Ele tem recursos próprios pessoais, mais do que todo mundo, mais do que o Grupo Gazeta, o Grupo Bom Futuro, e, somando, individualmente, ele é um dos mais ricos de Mato Grosso. E ainda tem o Blairo e Eraí do lado dele”, completou.
Júlio Campos é irmão do senador Jayme Campos, também do União Brasil, que é apontado como pré-candidato ao Palácio Paiaguás. Embora setores do partido sejam simpáticos à candidatura própria, Mauro Mendes já declarou a preferência pessoal por Pivetta.
Apesar de defender Jayme Campos para governador, o parlamentar diz que não tem dificuldade para compor com Pivetta. As definições, no entanto, devem ocorrer somente em 2026.
“Não há nenhuma dificuldade em compor com Otaviano Pivetta. O vice-governador nos respeita, sempre tratou a gente com educação, finura e não temos nenhuma dificuldade. Agora, o nome do vice-governador precisa ser consolidado nas bases partidárias. Ele colocou seu nome recentemente e está trabalhando para isso”, concluiu.

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