Motta frustra oposição e veta reuniões de comissões da Câmara: “Vedadas”

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), publicou nesta terça-feira (22/7) ato que proíbe a realização de reuniões de comissões da Casa até o dia 1º/8.

Marina Ramos/Câmara dos Deputados

A medida foi tomada após parlamentares bolsonaristas marcarem para esta terça sessões de comissões comandadas pelo PL, a fim de aprovarem medidas de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mesmo durante o recesso parlamentar.

 “Fica vedada, no período de 22 de julho a 1º de agosto de 2025, a realização de reuniões de comissões da Câmara dos Deputados. Este Ato entra em vigor na data de sua publicação”, diz o documento publicado pelo presidente da Câmara.

Estavam marcadas para as 10h duas comissões: a de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e de Relações Exteriores e Defesa Nacional. A primeira é comandada pelo deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), e a segunda, por Filipe Barros (PL-PR).

Na Comissão de Segurança Pública, os parlamentares votariam moção de solidariedade a Bolsonaro, “em razão de alegada perseguição política e de seus impactos na ordem e segurança públicas nacionais”. O requerimento foi apresentado por deputados de oposição, não só do PL, mas também do PP, PSD, União Brasil e Republicanos.

Já na Comissão de Relações Exteriores, estão pautados dois requerimentos, ambos direcionados também ao ex-presidente: moção de apoio, assinada por Evair Vieira de Melo (PP-ES), e moção de louvor, apresentada pelo líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).

Reação às medidas cautelares

As duas reuniões foram marcadas na primeira semana de recesso parlamentar como forma de demonstração de apoio ao ex-presidente, alvo na última sexta-feira (18/7) de medidas cautelares impostas após operação da Polícia Federal (PF). Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa de Jair Bolsonaro e na sede do PL.

O ex-presidente também passou a usar tornozeleira eletrônica, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, e foi proibido de manter contato com diversas pessoas, inclusive com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), seu terceiro filho.

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Link da Matéria – via RD News

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