Senador evita falar de afastamento de aliados e aposta no bolsonarismo

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O senador Wellington Fagundes (PL) não quis criticar eventual “afastamento” de aliados, como os governadores Mauro Mendes (União Brasil) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que não teriam citado o nome do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), em discursos durante reunião com políticos e lideranças do agronegócio no último final de semana, em Cuiabá. O liberal  ainda aposta no nome de Bolsonaro para as eleições em 2026, mesmo ele estando inelegível e usando tornozeleira eletrônica, crendo que seu prestígio popular vai reverter a situação.

Cotado como um dos principais nomes da direita para as eleições presidenciais, Tarcísio discursou para as lideranças presentes defendendo que Brasil e Estados Unidos não podem ficar distantes. O tensionamento é provocado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que considera haver uma “caça às bruxas” do Poder Judiciário brasileiro contra Bolsonaro, na apuração suposta da trama golpista.

Em conversa com a imprensa, o senador mato-grossense foi questionado se esse suposto “afastamento” ou “esquecimento” de mencionar Bolsonaro não seria uma clara demonstração de que o nome do Tarcísio entraria na corrida eleitoral. Ele, porém, sinalizou que não poderia comentar por aliados de outros partidos e que ex-mandatário ainda tem força: “Olha, eu costumo responder pelos meus atos”, disse.

“Eu não vou criticar ninguém do outro partido, né? Eu acho que o presidente Bolsonaro, ele tem hoje, pela sua força [capacidade de disputar em 2026]. Ele formou o maior partido do Brasil. Hoje é o maior líder e eu repito aqui, as eleições do ano que vem, se não tiver a presença do presidente Bolsonaro, nós entendemos, nós do PL, entendemos que não serão eleições democráticas”, reiterou.

Trump prometeu sanções de 50% sobre produtos brasileiros que queiram entrar nos Estados Unidos, com isso, inviabilizou as transações comerciais entre os dois países. O embargo passa a valer a partir de 01 de agosto, contudo, os importadores cancelaram as encomendas.

A situação têm gerado inúmeras críticas no Brasil, diante da postura do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, que teria inflamado o governo americano para pressionar pela anistia, situação resultou na imposição do uso de tornozeleira eletrônica a Bolsonaro pelo STF, pelo risco de fuga do país. A articulação do parlamentar prejudicou a economia brasileira e prejudicou as relações diplomáticas coordenadas pelo presidente Lula (PT) e o governo americano.

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Link da Matéria – via RD News

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