Spin-off da franquia agrada fãs de ‘John Wick’, mas é inferior aos filmes originais

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Bailarina, o aguardado filme que expande o universo de John Wick que chega aos cinemas nesta quinta-feira (5), começa onde nenhum outro filme da franquia explorou a fundo: as origens da personagem principal. A pequena Eve MaCarro (Victoria Comte/Ana de Armas) perde o pai em um ataque de um grupo de assassinos profissionais.

 

Inicialmente, não ficam claros os motivos da perseguição, e muito menos o porquê deles quererem tirar a menina da família. E as respostas vão aparecendo conforme rostos familiares surgem na tela: Winston (Ian McShane), gerente do hotel Continental Nova York, se oferece para levar a criança para ser cuidada pela família do pai.

 

E quando Eve acaba diante da Diretora (Anjelica Huston), fica claro que o ocorrido tem a ver com as regras (ou a quebra delas) do universo das organizações mafiosas tão conhecidas pelos fãs do Baba Yaga.

 

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Eve cresce dentro da organização chefiada pela Diretora, a Ruska Roma, que, aos olhos dos inocentes, é apenas uma grande escola de balé. Porém, no submundo, é um dos grandes grupos mafiosos, e as bailarinas treinadas por eles são letais.

 

Movida pelo trauma de perder o pai de forma tão violenta, Eve se entrega ao aprendizado da dança, e das armas, e tem a ambição de seguir os passos da lenda que foi cria da própria Ruska Roma: John Wick.

 

Isso fica claro na primeira aparição do personagem de Keanu Reeves nesse spin-off: o diálogo entre a Eve aprendiz de assassina profissional e o bicho-papão, a quem todos temem no mundo da máfia.

 

Conversa essa que também estabelece a linha temporal nesse universo, entre os filmes John Wick 3: Parabellum e John Wick 4: Baba Yaga.

 

Bailarina reproduz todas as fórmulas que fizeram da franquia John Wick um sucesso estrondoso, e inesperado. As cenas de ação são bem coreografadas e deixam o espectador na ponta da cadeira; a pancadaria dentro da balada, já clássica em todos os filmes estrelados por Keanu Reeves, também está presente no longa de Len Wiseman (de Anjos da Noite e Duro de Matar 4.0).

 

Mas apesar de contar com a áurea do universo John Wick e copiar tudo (ou quase) que encantou os fãs da franquia, falta a inventividade e o toque de Chad Staheslki.

 

O dublê, que virou diretor e a grande mente por trás do filme que mudou a cara cinema de ação dos últimos tempos, construiu uma obra própria, autoral, que por mais que Wiseman tente emular em Bailarina, é impossível de replicar com a mesma grandiosidade.

 

Falta a esse spin-off uma identidade própria, que Stahelski conseguiu imprimir tão bem nos quatro filmes de John Wick. Tanto que o longa se apoia na presença do personagem-título da franquia, e as aparições dele acabam sendo pontos altos do filme.

 

E uma vez que Bailarina se vende como parte desse universo do assassino conhecido como Baba Yaga, é necessário fazer essa comparação entre as obras.

 

Exatamente por isso, Bailarina acaba sendo um filme inferior. E nem a beleza e talento de Ana de Armas são capazes de nivelar as duas produções; a atriz cubana está bem, mas não consegue ser a alma do filme como Reeves é de John Wick.

 

Ainda assim, para o fã da franquia vale a ida ao cinema por diversos motivos, além de matar a saudade de tudo o que envolve John Wick: é sempre imperdível ver Keanu Reeves reprisando o papel do assassino monossilábico; Lance Reddick, em sua última aparição como concierge do hotel Continental; e o último ato do filme, que fecha a história de uma maneira surpreendente.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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