
O deputado estadual Júlio Campos, decano do União Brasil em Mato Grosso e defensor de candidatura própria ao Governo do Estado em 2026, reclamou da ausência do governador Mauro Mendes na reunião partidária realizada na última segunda-feira (02). Para ele, o encontro convocado pelo deputado estadual Dilmar Dal Bosco, secretário-geral do partido, se transformou em “bate-papo” informal sem nenhuma definição.
Patrícia SanchesRdnews
“Lá comparecemos eu, deputado Botelho, deputado Dilmar, senador Jayme Campos, deputado federal Gisela, deputado federal Assis, deputado federal licenciado Fabio Garcia, mas o governador, que é o presidente do partido, não apareceu. Então, a houve um bate-papo informal, uma conversa, a demonstração de preocupação de todos os parlamentares com relação à reestruturação do partido, à formatação de uma chapa forte para disputar as eleições proporcionais de 2026 para deputado estadual e deputado federal. Eu até disse numa piléria, de que foi um velório sem defunto”, disse Júlio Campos nessa quarta-feira (04).
Segundo Júlio Campos, o União Brasil, que junto com PP, forma a Federação União Progressista, é a única força política que não se movimenta pensando em 2026. Como exemplo, cita MDB, Republicanos e PSD que já se articulam para as próximas eleições.
“Até agora, o único partido que não está movimentando nada com relação a 2026, somos nós, União Brasil. A deputada Janaína, que tem pretensão de disputar o Senado e lidera o MDB, já está formatando uma chapa forte para deputado estadual. O vice-governador Pivetta, que quer concorrer ao Governo do Estado, está reorganizando uma chapa forte do Republicanos . O ministro da Agricultura Carlos Fávaro está organizando, já levou até o Procurador Mauro, que é um quadro político que vocês conhecem, tem muito voto, para ser deputado federal pelo seu partido PSD. E nós? Estamos parados. Agora, nós estamos reduzidos aos quatro deputados estaduais e mais dois suplentes, três suplentes, que ainda pretendem disputar”, completou.
Conforme Júlio Campos, se a Federação União Progressista não fizer um trabalho de atração, de visita no interior, de convocar ex-prefeitos, vereadores fortes, as bancadas de deputado estadual e federal serão reduzidas. Por isso, cobra empenho do governador e do presidente da Rota Oeste, Cidinho Santos, que comanda o PP no estado.
O líder maior da União Brasil de Mato Grosso é o governador Mauro Mendes. Além disso, tem um problema falho, porque agora não é mais a União Brasil, é a União Progressista. E dos progressistas apareceu apenas o deputado Paulo Araújo e o secretário-geral do partido. E o líder maior do PP Mato Grosso é o Cidinho Santos, nosso ex-senador deveria estar presente também, porque eu acho que a partir de agora, qualquer decisão que nós vamos tomar tem que ter a presença dos progressistas em todas as reuniões”, concluiu.

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