MT não pode pagar a conta da nova taxação dos EUA, defende Max Russi

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (PSB), criticou a sinalização dos Estados Unidos de aumentar tarifas sobre a importação de produtos estratégicos, como terras raras, minérios e commodities agrícolas. Segundo ele, a medida afeta rapidamente produtor rural,  empresário da mineração e ao exportado mato-grossenses, que sentem no dia a dia os impactos das barreiras comerciais.

“Mato Grosso é protagonista da economia brasileira. Somos líderes no agronegócio e temos um enorme potencial mineral que começa a ser explorado com responsabilidade. Só que protagonismo também exige voz ativa. E é por isso que não podemos assistir passivamente à escalada de medidas protecionistas que ameaçam nossa competitividade global”, defendeu Max Russi em artigo publicado nesta quarta-feira (04).

Max Russi pontua que, em 2024, o Brasil exportou U$ 337 bilhões, sendo que os Estados Unidos representaram cerca de 16% desse total, com US$ 40,3 bilhões em compras. Neste contexto, lembra que Mato Grosso foi responsável por 28% da produção nacional de grãos em 2020, tem na exportação uma de suas principais fontes de receita. Por isso, sustenta que a  imposição de tarifas pode reduzir a competitividade dos nossos produtos no mercado americano, afetando diretamente a economia estadual.

Além disso, a mineração em Mato Grosso, que inclui a produção de ouro, estanho e diamantes, também pode sofrer com essas medidas. O estado produziu 8,3 toneladas de ouro em 2017, com valor estimado em R$ 1 bilhão. A imposição de tarifas sobre minérios essenciais pode dificultar o acesso ao mercado americano e impactar negativamente os investimentos no setor.

“Hoje, mais de 85% do potássio usado pela agricultura brasileira vem de fora — principalmente da Rússia, Bielorrússia, Ucrânia, Marrocos e do Canadá. É uma dependência perigosa, que compromete nossa soberania alimentar. Ao mesmo tempo, projetos estratégicos, como o da Potássio do Brasil, vêm ganhando força justamente para romper esse ciclo. Precisamos apoiar essas iniciativas e blindá-las contra instabilidades externas”, lembra.

“O que está em jogo com a nova política tarifária dos EUA é muito mais que balança comercial. Estamos falando de empregos, renda e segurança econômica para milhares de mato-grossenses que vivem do que o estado produz. Um mercado fechado, tarifas elevadas e incertezas regulatórias representam perdas que começam na exportação, mas se espalham por toda a cadeia produtiva”, completa o presidente da ALMT.

Diante desse cenário, Max Russi acredita ser fundamental que o governo federal acompanhe de forma estratégica para mitigar os impactos das tarifas. Neste sentido, defende que é necessário buscar acordos comerciais que garantam o acesso dos nossos produtos aos mercados internacionais e incentivar a diversificação dos destinos das exportações brasileiras.

Gilberto Leite/ALMT

“Em Mato Grosso, precisamos fortalecer a infraestrutura logística para facilitar o escoamento da produção e investir em tecnologia e inovação para agregar valor aos nossos produtos. Além disso, é essencial apoiar os produtores e empresários locais na adaptação às novas exigências do mercado internacional, pontua.

Como presidente da ALMT, Max Russi defendo que o Estado participe ativamente dessa discussão. Para ele, o governo federal,  por meio do Itamaraty e da área econômica, busque alternativas diplomáticas.

 “Também precisamos nos preparar internamente, fortalecendo acordos com novos mercados, incentivando a industrialização local e ampliando a infraestrutura que dá sustentação à nossa vocação exportadora. Temos um papel estratégico na segurança alimentar do Brasil e do mundo. Nossos produtores e empresários têm resiliência e capacidade para competir em qualquer cenário — desde que tenham condições justas”, enfatiza.

“Não podemos permitir que o esforço de quem produz seja comprometido por decisões unilaterais tomadas do outro lado do continente. Nosso compromisso, enquanto representantes públicos, é garantir que Mato Grosso siga crescendo com autonomia, responsabilidade e respeito ao seu protagonismo”, concluiu Max Russi.

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Link da Matéria – via RD News

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