Conversas mostram plano de execução de Zampieri: “Cautela e sangue-frio”

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Mensagens interceptadas pela Polícia Federal no celular de Hedilerson Barbosa mostram as conversas que ele teve com Antônio Gomes da Silva , que confessou ter matado a tiros o advogado Roberto Zampieri, em dezembro de 2023, em Cuiabá, e com o Coronel Etevaldo Caçadini, que financiou o assassinato. Os diálogos acontecem dias antes do crime e foram divulgados pelo jornalista Aguirre Talento, Colunista do UOL.

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Antônio foi identificado como autor dos disparos em investigação da Polícia Civil, Grosso a partir de imagens das câmeras de segurança. Ele ficou sentado por aproximadamente uma hora em um local próximo ao escritório de Zampieri e, quando o advogado deixou o local, aproximou-se e atirou 12 vezes, segundo a polícia.

Segundo a reportagem desta terça-feira (04), a investigação da PF mostrou que, no mês anterior ao assassinato, Antônio foi ao escritório de Zampieri, fingiu que precisava de um advogado e inventou uma história.

O executor confesso disse que que um sobrinho nos Estados Unidos havia recebido uma herança após a morte do sogro e desejava investir o dinheiro na aquisição de terras em Mato Grosso. Zampieri deu prosseguimento às tratativas porque entendeu ser uma oportunidade de negócio.

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Antônio Gomes avisou a Hedilerson que se encontrou com Zampieri e iniciou uma aproximação. Uma semana após o primeiro encontro, ele explicou a Hedilerson que era necessário cautela até ganhar a confiança do advogado. “Igual eu te falei, sô. Se eu chegasse no primeiro dia aqui e me turbiasse [tivesse uma atitude suspeita], qualquer vacilo que eu desse, ele não ia me receber na segunda vez de jeito nenhum. E nem me passar os áudios, nem aquelas fotos lá, entendeu? Então tem que ser na calma, muito bem feito, bem trabalhado, pro cara, ocê olhar no olho do cara assim, e passa confiança pra ele, entendeu?”, disse, em uma mensagem de áudio.

Para tentar camuflar a ação criminosa, eles usavam códigos para se comunicar. Antônio Gomes era o empreiteiro, enquanto o coronel Caçadini seria o “engenheiro”, contratante da “obra”. “Fala pro engenheiro que está bem tranquilo os resultados ok. Cautela e parcimônia para não der errado”, disse Antônio. Hedilerson responde: “Vou passar para ele cronograma da obra”. Reprodução

Pistoleiro Antônio Gomes da Silva no dia da execução do advogado Roberto Zampieri

Dias depois, o coronel Caçadini pergunta: “Será que termina hoje? O cliente só fica me perguntando, está ansioso”. Hedilerson repassa a informação para Antônio Gomes, mas deixa claro que não era necessário ter pressa. Antônio responde: “Isso mesmo. Eu não fico desesperado nestes casos para não errar. Pressão 12 por 8 kkkkkkk”. Hedilerson concorda: “Cautela e sangue-frio”.

O plano inicial era executar Zampieri durante uma visita a algum terreno na área rural. Mas o advogado acabou enviando outra pessoa para representá-lo, o que frustrou a tentativa. “Eu estou na espreita. Na primeira oportunidade já era, ok?”, disse Antônio a Hedilerson.

Como já divulgado pelo , em depoimento, Antônio confessou que foi contratado para matar a vítima por causa de uma disputa de terras, por cerca de R$ 40 mil.

Montagem

Prisões

Antônio Gomes da Silva foi preso em 20 de dezembro de 2023, em Santa Luzia, região Metropolitana de Belo Horizonte (MG).  Dois dias depois, a polícia prendeu Hedilerson Fialho Martins Barbosa, suposto intermediador do crime. Já o coronel do exército brasileiro Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, foi preso no dia 15 de janeiro de 2024.

O trio segue detido em Cuiabá.

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Link da Matéria – via RD News

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