
O Cacique Raoni, morador da Terra Indígena Capoto-Jarina, em São José do Xingu (a 957 km de Cuiabá), considerado uma das principais lideranças em defesa causas ambientais e indígenas, se solidarizou com ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, após ataques sofridos durante audiência no Senado. A manifestação foi divulgada nas redes sociais pelo Instituto Raoni.
Instituto Raoni
“Reafirmamos nossa solidariedade à Ministra Marina Silva e reforçamos nosso compromisso com a defesa da Amazônia, dos povos indígenas e da dignidade daqueles que, como ela, dedicam suas vidas à proteção do nosso planeta”, diz o Instituto Raoni.
Desrespeito e machismo
Convidada para falar sobre a criação de áreas de conservação na região Norte, Marina Silva, acabou abandonando o local após uma série de ataques machistas. e desrespeitosos por parte de alguns senadores.
O presidente da comissão, senador Marcos Rogério (PL-RO), a interrompeu uma série de vezes, chegando a cortar seu microfone, além de dizer que ela deveria “se pôr no seu lugar”. No entanto, o estopim foi quando ouviu do senador Plínio Valério (PSDB-AM) que desejava “separar a mulher da ministra”, porque a mulher “merece respeito” e a “ministra não”.
Marina Silva reagiu imediatamente, exigindo uma retratação, mas, diante da recusa, ela decidiu deixar a sessão. “Como fui convidada como ministra, ou ele me pede desculpas ou eu vou me retirar”, disse na última terça-feira (27).
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