Candidatos mantêm ataques: “lobo em pele de cordeiro, doido e melancia”

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Rodinei Crescêncio/Rdnews

Eduardo Botelho, Abilio Brunini, Lúdio Cabral e Domingos Kennedy trocam acusações em embate na TV Vila Real nesta terça-feira

O quarto e penúltimo bloco do debate entre os candidatos à Prefeitura de Cuiabá, na manhã desta terça-feira (1º), na TV Vila Real, foi marcado por mais troca de ofensas e acusações entre os candidatos. Abilio Brunini (PL), Domingos Kennedy (MDB), Eduardo Botelho (União) e Lúdio Cabral (PT) tiveram direito de fazer duas perguntas cada um, sendo que uma delas deveria ser feita obrigatoriamente para quem não havia questionado no bloco anterior.

Botelho abriu com perguntas sobre a saúde e questionou Kennedy obre o que vai fazer para resolver a fila de espera para consultas. Kennedy jogou a responsabilidade para Botelho por não ter se empenhado pela Saúde de Cuiabá e disse que a fila existe por falta de hospitais e que irá melhorar a gestão com médicos da família atuando na prevenção de doenças. Botelho apresentou suas propostas e disse que irá ampliar os atendimentos em todos os bairros com equipes da Saúde.

A segunda pergunta de Botelho foi direcionada para Lúdio. Ele questionou quais projetos o plano de governo do petista abrange os jovens e quais oportunidades serão ofertadas por essa parcela da população. Lúdio apresentou as propostas e disse que irá recriar o Cuiabá-Vest para que os jovens se preparem para ingressar no ensino superior.

Abilio perguntou a Botelho novamente sobre o suposto esquema envolvendo emendas parlamentares da Assembleia Legislativa. Botelho defendeu a Assembleia e disse que não existe corrupção no envio de emendas. E disse que se precisar “cortar na carne”, irá cortar.

Durante a réplica, Abilio voltou a atacar Botelho e disse que a polícia irá “bater na porta dele”, após as eleições. Botelho voltou a chamar Abilio de doido e lembrou que o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, já foi preso por envolvimento no esquema do Mensalão.

“O presidente do partido dele que foi preso na Lava Jato, recebeu R$ 9 milhões. Ele me culpa pelos familiares dele serem fantasmas na Assembleia, mas está abraçado com o Waldemar da Costa Neto. Tem ainda o Chico 2000, que preside a Câmara de Cuiabá e ajuda o Emanuel Pinheiro nos projetos da prefeitura”, disparou Botelho.

A segunda pergunta de Abilio foi para Kennedy. O bolsonarista diz que é chamado de louco por fiscalizar e denunciar supostos esquemas de corrupção. Ele questiona Kennedy sobre o que Botelho fez por Cuiabá, enquanto deputado. Kennedy responde dizendo que quer trabalhar para a população. Lembra da sua atuação como empresário, dos empregos que gerou na Capital e que é ficha limpa.

“Nós perdemos até o rebolado com essas acusações aqui, mas quero dizer que quero apenas trabalhar. Tenho 50 dias como político e nunca trabalhei com o governo e gerei inúmeros empregos para a Capital”, argumentou o emedebista.

Kennedy iniciou perguntando para Lúdio sobre o que ele pretende fazer para economizar e direcionar melhor o dinheiro de Cuiabá. Lúdio afirmou que irá dar atenção máxima para a Saúde da Capital e que irá rever todos os contratos que estão vigentes, principalmente aqueles que são relacionados a compra de medicamentos.

A última pergunta de Kennedy foi para Botelho. Ele questionou o que o candidato faria em relação a iluminação pública. Botelho lembra que o Governo do Estado destinou quase cem mil lâmpadas para Cuiabá e que a prefeitura quis fazer uma licitação para comprar outras lâmpadas por “birra”.

O último a fazer perguntas foi Lúdio, que questionou Kennedy sobre as parcerias que ele pretende fazer, caso seja eleito.

Kennedy afirmou que terá a porta aberta para todos e que irá buscar parcerias com os governos Federal e Estadual.

Por fim, Lúdio faz mais acusações contra Botelho e o questiona sobre os contratos que a família dele tem com a atual gestão.

Botelho respondeu que o petista mente ao fazer tais afirmações e chamou Lúdio de “lobo em pele de cordeiro” e de ter virado “melancia”, querendo dizer que ele é petista apenas “por dentro”. “Por fora eu sou um, por dentro eu sou outro, esse é o candidato Lúdio”, rebateu Botelho. 

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