
A vereadora e primeira-dama de Cuiabá, Samantha Iris (PL), defendeu o legado do correligionário, ex-presidente Jair Bolsonaro, em Mato Grosso, apontando-o como a liderança que mais investiu, se comparado com o atual mandatário, Lula (PT). Ela não indicou nenhuma obra, mas reforçou que Mato Grosso não precisaria de recursos federais para investimentos, por ser um estado rico, que anda com as próprias pernas.
Rodinei Crescêncio
Em entrevista à imprensa nesta quinta-feira (29), Samantha foi questionada sobre quem teria o maior legado, diante da fala do deputado Júlio Campos (União Brasil), que mesmo sendo “bolsonarista de carteirinha”, reconheceu que Bolsonaro não fez muita coisa, enquanto Lula tem destravado obras. Mas para Samantha, não há dúvidas sobre quem trouxe mais investimentos para a Capital mato-grossense: “Eu acho que Bolsonaro [trouxe mais investimentos]. Eu acho que só de não roubar, já ajudou muito o país inteiro”.
“Mato Grosso é meio avulso do cenário nacional em relação a isso. Nós somos um Estado rico. Então, independente de algumas situações do Governo Federal, a gente consegue praticamente se bancar. Então, nós temos um Estado rico. O que a gente pode falar? Ah, não trouxe obra. Qual é a obra do governo federal que faltou aqui? Então, assim, as coisas que poderiam ter sido feitas foram feitas pelo nosso próprio povo”, emendou, quando enquadrada sobre os “feitos” do ex-presidente.
Além disso, a vereadora também rejeitou participar de qualquer cerimônia futuramente com o petista. A polêmica sobre a participação em palanque iniciou após o prefeito, Abilio Brunini (PL), informar que a Capital iria lançar o cadastramento de famílias interessadas em participar do programa Minha Casa Minha Vida. A iniciativa prevê a entrega de 692 apartamentos, sendo 500 no bairro Jardim Comodoro e mais 192 no Tijucal. A previsão é que as obras sejam concluídas até agosto e setembro de 2026.
José Dias/PR/Ricardo Stuckert/PT
Abilio frisou que não dividiria palanque com Lula e que sequer o convidaria. Vale ressaltar que se o petista disputar à reeleição, certamente não poderia participar do ato, devido a vedações previstas pela Justiça Eleitoral, por conta da proximidade com às eleições. Contudo, nesta mesma toda, Samantha seguiu a versão do marido, de que embora tenha o respeito institucional pelo presidente, politicamente, não participaria de qualquer cerimônia.
“Não [tenho coragem de subir no mesmo palanque que o Lula]. Eu acho que o povo de Mato Grosso sabe quem realmente trabalha e faz as coisas aqui. Então, assim, eu acho que se bobear, nem o povo não vai querer ir ver ele entregar nada”, alegou ela.
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