Neri minimiza crítica de Diego e diz ter orgulho de trajetória: Nunca fui de lacrar

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O ex-deputado federal Neri Geller (Republicanos) garante ter sido bem recebido na nova sigla, presidida pelo ex-federal Adilton Sachetti, e minimiza os impactos das críticas feitas pelo agora correligionário, deputado estadual Diego Guimarães, que afirmou que Neri precisava reconhecer o erro de ter “guinado à esquerda” em 2022 e afirmar que o PT faz mal para o Brasil. Questionado sobre a situação, o ex-federal e ex-ministro da Agricultura afirma que a crítica foi pontual, mas que ele tem orgulho de sua trajetória política.

“No Congresso Nacional, quem quer trabalhar, precisa dialogar com a direita, com a esquerda e com o centro. Eu nunca fui um parlamentar de fake news ou de querer lacrar nas redes sociais”, dispara durante o programa Roda de Entrevista, apresentado pelo jornalista Diego Nunes, na TV Mais.

Nesta linha, o ex-deputado ressalta que como federal em 2006, durante o governo Lula, foi possível promover a reestruturação do crédito agrícola do Brasil, além da aprovação de temas importantes como a biotecnologia. “Depois nós aprovamos em 2011 o Código Florestal, que foi um marco também”, ressalta, ponderando que se tornou secretário de Política Agrícola do Mapa indicado pelo agronegócio. 

“De assentado da reforma agrária, acabei virando ministro da Agricultura. Fui um dos melhores ministros que passou e no momento crucial da economia do Estado de Mato Grosso. Em 2013, 2014, a segunda safra estava inviabilizada aqui no Estado de Mato Grosso. Nós trouxemos mais de R$ 3 bilhões de garantia de preço mínimo”, lembra, Neri ponderando que atuou no governo Michel Temer e que também ajudou muito ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Eu vou negar esse trabalho que nós fizemos? Não, não vou negar. Eu sempre fui um parlamentar que acha que a disputa eleitoral se dá durante 45 dias. Depois, quem se elege tem obrigação de trabalhar pela população”, frisa o ex-parlamentar.

Neri também fez questão de ressaltar que se filiou ao Republicanos após receber convite do presidente estadual da sigla, Adilton Sachetti, do vice-governador Otaviano Pivetta e também do presidente nacional Marcos Pereira.

 “Estou muito tranquilo, estou indo porque fui bem recebido. E eu e o Diego militamos juntos lá atrás do PP. O Diego foi do Cidadania. Tem partido mais esquerda do Cidadania? Nós vamos ficar discutindo aqui fechamento de igreja?  Nós vamos ficar discutindo vacina? Não, nós vamos olhar para frente. Eu ajudei o Estado de Mato Grosso”, finaliza.

Nos bastidores, conforme apurado pela reportagem do , além de Diego ter provocado um mal-estar dentro da sigla, atraiu para si um desgaste desnecessário, que resultou em um enquadramento do presidente do Republicanos, ex-deputado federal, Adilton Sachetti, para que cessasse os ataques contra o recém-filiado.

Link da Matéria – via RD News

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